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Debate internacional

Curitiba entra na disputa para sediar conferência da FAO

Hortas urbanas integram as ações de segurança alimentar que embasam a candidatura de Curitiba à conferência da FAO.
Hortas urbanas integram as ações de segurança alimentar que embasam a candidatura de Curitiba à conferência da FAO. (Foto: José Fernando Ogura/Prefeitura de Curitiba)

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Curitiba entrou oficialmente na disputa para sediar a conferência da FAO, agência da Organização das Nações Unidas voltada à alimentação e à agricultura. A candidatura foi apresentada pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD) durante reunião com a diretora da Divisão de Sistemas Alimentares e Segurança Alimentar da entidade, Corinna Hawkes, na sede da organização, em Roma.

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A FAO ainda não divulgou data para a definição da sede do evento, mas a administração municipal aposta no histórico de políticas alimentares como diferencial competitivo da candidatura. Segundo o prefeito de Curitiba, a cidade busca projetar suas políticas públicas voltadas ao acesso à alimentação saudável.

“Nós temos muito a mostrar nos fóruns internacionais organizados pela FAO e, por isso, apresentamos o nome de Curitiba para sediar esses encontros. Nossa cidade é referência em vários programas de segurança alimentar”, defendeu Pimentel. Ele citou como exemplos as hortas e as fazendas urbanas, os restaurantes populares e a rede de equipamentos públicos de abastecimento.

Curitiba conta com 228 hortas urbanas, que atendem mais de 40 mil pessoas. A prefeitura prevê a ampliação desses espaços de cultivo, associando produção de alimentos, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento de redes comunitárias.

Conferência da FAO reforça vitrine internacional das políticas alimentares de Curitiba

Outro eixo apresentado na candidatura à conferência da FAO é a estrutura municipal de abastecimento. A capital paranaense mantém restaurantes populares, Armazéns da Família e Sacolões da Família, que oferecem alimentos a preços reduzidos. A administração municipal avalia que esses equipamentos funcionam como instrumentos para enfrentar a insegurança alimentar, especialmente entre famílias de baixa renda.

A diretora da FAO mencionou que os programas de segurança alimentar de Curitiba foram incluídos como estudo de caso em um livro publicado há três anos sobre agricultura urbana. Segundo ela, a agricultura urbana é uma porta de entrada para ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis.

Corinna Hawkes também ressaltou o papel integrador desse modelo. “A produção de alimentos em hortas permite conectar os diferentes atores ao longo da cadeia — desde os produtores até os consumidores, vendedores e instituições — e promover uma visão mais sistêmica”, afirmou.

Além do reconhecimento técnico, a prefeitura de Curitiba avalia que sediar a conferência da FAO colocaria Curitiba no centro dos debates globais sobre combate à fome, alimentação saudável e sustentabilidade urbana. Caso seja escolhida, a capital deverá receber gestores públicos, pesquisadores e representantes de organismos internacionais para discutir soluções voltadas à segurança alimentar em cidades.

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