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Risco severo

Defesa Civil aponta segundo pior cenário do ano e coloca PR em alerta máximo para novos tornados

Paraná entra em alerta vermelho diante do risco de tempestades severas e novos tornados.
Paraná entra em alerta vermelho diante do risco de tempestades severas e novos tornados. (Foto: Leonardo Furlan/Simepar)

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O Paraná enfrenta um cenário de alto risco para a ocorrência de fenômenos climáticos severos a partir da tarde desta quarta-feira (4). A previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e da Defesa Civil estadual aponta para a possibilidade de tempestades intensas, vendavais, queda de granizo e até novos tornados.

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A combinação entre o avanço de uma frente fria e o transporte intenso de calor e umidade favorece a formação de tempestades supercelulares, capazes de provocar fenômenos de grande intensidade.

O alerta abrange aproximadamente 70% do território paranaense, com risco muito alto de ocorrência desses eventos. As condições adversas devem persistir durante a noite de quarta-feira e avançar pela madrugada de quinta-feira (5). A previsão preocupa especialmente após a passagem de um tornado de categoria F2 por Maringá, no último fim de semana, que colocou o Paraná em atenção para a possibilidade de novos episódios severos.

Defesa Civil classifica previsão como segundo pior cenário do ano

De acordo com o coordenador executivo da Defesa Civil do estado, coronel Ivan Ricardo Fernandes, o cenário meteorológico previsto é o segundo pior do ano no estado e exige atenção redobrada dos moradores e órgãos municipais.

“A partir da tarde de quarta-feira, avançando pela noite e madrugada de quinta-feira, nós temos um risco muito alto em grande parte do estado para tempestades severas, rajadas de vento, granizo e descargas elétricas. Isso pode, sim, configurar possíveis tornados em algumas regiões“, alertou o coronel, em uma entrevista ao telejornal Bom Dia Paraná, da RPC.

A instabilidade atípica e severa é reflexo da intensificação do fenômeno El Niño na Região Sul. Segundo dados da Defesa Civil, o trimestre composto pelos meses de agosto, setembro e outubro registrou o maior volume de ocorrências de desastres naturais dos últimos 30 anos no estado.

“Para que tenhamos uma ideia, os últimos três meses representam 70% das ocorrências de desastres no Paraná. Desses eventos, cerca de 60% são vendavais e tempestades severas, exatamente o cenário previsto para esta quarta e quinta-feira”, destacou Fernandes.

Simepar prevê ventos acima de 80 km/h e granizo no Paraná

A meteorologista Ana Julia Crepaldi, do Simepar, explica que a combinação do sistema de baixa pressão com o choque térmico de uma frente fria eleva a possibilidade de ventos acima de 80 km/h e queda de granizo com pedras superiores a 2 cm.

As regiões sudoeste, sul, oeste e noroeste apresentam os índices de instabilidade mais elevados, mas a faixa leste — que abrange Curitiba, Região Metropolitana e litoral — e o norte do estado também estão em nível alto de risco.

Na quinta-feira (5), o risco de tempestades persiste na madrugada e manhã. O tempo começa a abrandar a partir da tarde, concentrando instabilidades no leste e na faixa norte, enquanto o sol volta a aparecer entre o sudoeste, oeste e noroeste.

Defesa Civil orienta população sobre como se proteger durante temporais

Para mitigar impactos, a Defesa Civil reforça as orientações de prevenção à população durante o período de tempestades:

Procure abrigo seguro: Evite deslocamentos desnecessários durante os temporais para se proteger de quedas de árvores, postes e destelhamentos.

Proteja-se dentro de casa: Fique longe de janelas e vidros, que podem quebrar com a força do vento ou granizo. O cômodo mais interno da residência (como banheiros de alvenaria) costuma ser o local mais seguro.

Busque estruturas com laje: Edificações com laje oferecem maior proteção em casos de vendavais severos.

O órgão emite alertas com antecedência por SMS (enviando o CEP para o número 40199) e pelo WhatsApp (61 2034-4611). Avisos emergenciais também são distribuídos diretamente nos aparelhos celulares via tecnologia Cell Broadcast nas áreas de risco iminente.

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