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O Paraná ampliou a capacidade de diagnóstico da tuberculose com a incorporação de cinco novos equipamentos de teste molecular ao parque tecnológico do Laboratório Central do Estado (Lacen-PR). O investimento de R$ 1,8 milhão, feito pela Secretaria de Estado da Saúde, fortalece a rede de monitoramento e torna mais ágil a identificação da doença e de possíveis resistências aos medicamentos.
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Conforme a gestão estadual, a novidade consolida o Paraná entre os locais que possuem um dos sistemas mais precisos do país para o diagnóstico da tuberculose. A tecnologia GeneXpert permite detectar a presença da bactéria e, ao mesmo tempo, identificar resistência antimicrobiana.
Na prática, isso significa que o paciente pode iniciar o tratamento correto com mais rapidez, reduzindo o risco de agravamento e de transmissão de cepas resistentes.
Diagnóstico da tuberculose: resposta rápida e impacto no tratamento
Com a modernização, o diagnóstico da tuberculose passa a oferecer informações detalhadas quase em tempo real às equipes médicas. A definição precoce do esquema terapêutico adequado aumenta as chances de cura e contribui para interromper a cadeia de transmissão da doença.
O Lacen coordena a validação técnica da rede em 14 pontos estratégicos do Paraná. A chamada Rede Rápida está presente em municípios como Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa, além de cidades incluídas recentemente, como Toledo, Cascavel e Cornélio Procópio. A expansão amplia o acesso ao diagnóstico da tuberculose de forma descentralizada, aproximando a tecnologia das regionais de saúde.
O fortalecimento da estrutura laboratorial dialoga com as metas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê a redução significativa das mortes por tuberculose até 2030. Para especialistas, investir em diagnóstico da tuberculose é estratégico para conter a circulação da bactéria e evitar o avanço de casos resistentes.
Além da rede de testes rápidos, o Lacen incorporou novas ferramentas de sequenciamento genômico e metodologias para identificação ágil de surtos, ampliando a capacidade de vigilância epidemiológica no estado.







