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Falta de chuvas e torneiras secas levaram Sanepar a adotar protocolos e acelerar obras
Falta de chuvas e torneiras secas levaram Sanepar a adotar protocolos e acelerar obras.| Foto: Alexandre Mazzo/Arquivo/Gazeta do Povo

Chuvas superiores à média para o mês de setembro fizeram com que as barragens do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) retornassem ao patamar histórico de antes da estiagem, período que durou 649 dias e foi até 19 de janeiro deste ano.

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E mesmo com o nível do SAIC em 96%, segundo dados do último domingo (9), a população que usa o principal sistema de abastecimento da região parece não ter baixado a guarda em relação à economia de água, feita a duras penas durante essa grande estiagem.

Em julho, a economia de água foi de 15,7%, número que aumentou em agosto para 16,5%. Neste ano, a média é de 15% de economia mensal de água neste sistema de abastecimento em relação à medição de abril de 2020, mês posterior ao início do rodízio em Curitiba e Região.

Os índices superiores à média pluviométrica para este mês, de acordo com dados do Simepar, somados ao nível dos reservatórios, que estão em 100% (Iraí, Piraquara 1 e 2) e 89% (Passaúna) e aos números de economia no consumo de água, criam um “céu de brigadeiro” em relação ao abastecimento de água no Paraná.

“Esses volumes abastecem com normalidade a população da Região Metropolitana e deixam cada vez mais distante a alternativa de rodízio no fornecimento de água, medida adotada em 2020 e 2021”, informa a Sanepar.

Economias por mês, em 2022, em relação à abril de 2020

  • Janeiro 17,47%
  • Fevereiro 13,58%
  • Março 13,15%
  • Abril 13,38%
  • Maio 15,79%
  • Junho 16,61%
  • Julho 15,73%
  • Agosto 16,49%

Os piores momentos da estiagem e as lições para o futuro

Esta estiagem, considerada a maior em 90 anos, teve como um dos piores momentos o mês de julho de 2020, quando a barragem de Iraí chegou a ter apenas 12% de sua capacidade abastecida, enquanto a de Piraquara 1 chegou ao nível de 19% e a do Passaúna a 34%.

Toda a sociedade teve de se submeter a medidas de restrição de uso, como ficar 36 horas com água e 36 horas sem água, isso em plena pandemia de Covid-19, que exigiu maiores cuidados de higiene com a casa, roupas e com o corpo, o que exigiu recorrentes lavagens de mãos.

De acordo com a Sanepar, a economia que hoje é feita também é fruto de uma mentalidade estimulada durante a estiagem, quando a campanha Meta 20, lançada em meados de agosto de 2020, estabeleceu a economia de 20% da água pelas pessoas como objetivo principal.

“A campanha teve a adesão logo no primeiro mês e essa economia foi fundamental para superar o período mais crítico de estiagem severa que atingiu com mais força a Região Metropolitana de Curitiba”, citou a Sanepar, que comemora a manutenção deste comportamento.

À época do fim do rodízio, em janeiro deste ano, a companhia comunicou que a economia feita pelos usuários durante o período de rodízio pode ter chegado a até 89,8 bilhões de litros de água. “O uso racional por parte dos clientes contou bastante para que o sistema de abastecimento não entrasse em colapso”, informou a empresa.

Chuvas contribuem

Na região de Curitiba, as chuvas em setembro foram de 174 milímetros, acima da média de 125 mm. No acumulado deste ano, as chuvas em Curitiba registraram 1.156,4 mm, acima da média de 952,8 mm.

Pequenos fiscais do desperdício

Em fins de agosto, durante a abertura do Museu Planeta Água a escolares, uma iniciativa encampada pela companhia que visa justamente educar as crianças e adolescentes sobre a importância de preservar esse recurso natural, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, disse que “nós devemos querer preservar a vida e conservar o mundo para os que vão nascer, senão haverá futuras gerações que não terão direito a toda água com abundância e fartura que a água nos dá hoje”.

O museu, que terá atendimento aberto a todos os públicos a partir de 1º de novembro de 2022, tem o foco em mudar a mentalidade, principalmente, das novas gerações, que durante a estiagem e o rodízio acabaram sendo os “fiscais” do consumo e desperdício em casa e devem levar para a vida toda o que defendem quando crianças.

Fique de olho

  • Não tome banho demorado demais
  • Não lave a calçada e carro com mangueira
  • Não use máquina de lavar roupa muitas vezes na semana
  • Não deixe torneira aberta ao lavar a louça ou, na higiene pessoal, ao escovar os dentes ou fazer a barba
  • Evite práticas de desperdício e diminua o tempo de uso
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