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Dois anos de atraso

Entrega do Complexo do Tarumã em Curitiba fica para 2027

Obra do Tarumã tem novo prazo após sucessivos atrasos.
Obra do Tarumã tem novo prazo após sucessivos atrasos. (Foto: Daniel Castellano/Prefeitura de Curitiba)

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A conclusão das obras do Complexo do Tarumã foi adiada mais uma vez e agora está prevista para janeiro de 2027. O prazo anterior apontava para agosto deste ano, mas não foi cumprido pela empreiteira responsável. Com a nova previsão, motoristas e usuários do transporte coletivo que circulam pela região terão de conviver por mais tempo com os impactos das intervenções.

O cronograma original previa a entrega do complexo em dezembro de 2024. Se o novo prazo for cumprido, a obra chegará a janeiro de 2027 com mais de dois anos de atraso.

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A prorrogação ocorre em meio a sanções severas aplicadas pelo município contra a construtora Trail Infraestrutura. Segundo a Prefeitura de Curitiba, a empresa já recebeu mais de 200 notificações e intimações por descumprimento de etapas contratuais. Como consequência das punições administrativas, a empreiteira perdeu o direito a eventuais reajustes no valor do contrato.

A causa central do arrasto das obras foi explicada pelo secretário municipal de Obras Públicas Luiz Fernando Jamur em abril deste ano. O secretário revelou um problema envolvendo o estrangulamento do fluxo de caixa da empreiteira.

Falta de recursos da empreiteira afeta ritmo das obras do Tarumã

Por se tratar de uma intervenção de grande porte, o projeto exigiu um aporte inicial estimado em R$ 100 milhões em recursos próprios por parte da contratada para manter o ritmo dos trabalhos antes de receber as medições do poder público. A falta de fôlego financeiro da companhia teria comprometido o ciclo produtivo no canteiro de obras do Tarumã.

A obra tenta resolver um nó viário histórico da capital. Construído no início da década de 1970, o Viaduto do Tarumã fica no cruzamento da Avenida Victor Ferreira do Amaral com a Linha Verde (trecho urbano da BR-116) e canaliza o tráfego pesado entre Curitiba, Pinhais e Piraquara.

Antes da intervenção, o trecho operava no limite com rótula e semáforo, gerando longos congestionamentos diários, sobretudo nos horários de pico.

Projeto amplia viaduto e muda acessos para desafogar o trânsito

Para desafogar a região, o projeto prevê a eliminação da antiga rótula, a construção de novas alças de acesso conectando os sentidos Norte e Sul da Linha Verde, além de duas novas estações de ônibus e a requalificação do sistema viário do entorno.

A obra dobrou a capacidade do viaduto: a estrutura original, de 24 metros de largura, passou a ter 50 metros. A ampliação foi executada com independência estrutural, ou seja, as novas faixas laterais ganharam fundações próprias para não sobrecarregar a construção original da década de 1970.

Até a conclusão definitiva em 2027, porém, a promessa de alívio no trânsito segue dependendo da paciência de quem cruza a zona leste da cidade. A reportagem entrou em contato com a empresa Trail Infraestrurura, mas não recebeu um retorno.

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