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A conclusão das obras do Complexo do Tarumã foi adiada mais uma vez e agora está prevista para janeiro de 2027. O prazo anterior apontava para agosto deste ano, mas não foi cumprido pela empreiteira responsável. Com a nova previsão, motoristas e usuários do transporte coletivo que circulam pela região terão de conviver por mais tempo com os impactos das intervenções.
O cronograma original previa a entrega do complexo em dezembro de 2024. Se o novo prazo for cumprido, a obra chegará a janeiro de 2027 com mais de dois anos de atraso.
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A prorrogação ocorre em meio a sanções severas aplicadas pelo município contra a construtora Trail Infraestrutura. Segundo a Prefeitura de Curitiba, a empresa já recebeu mais de 200 notificações e intimações por descumprimento de etapas contratuais. Como consequência das punições administrativas, a empreiteira perdeu o direito a eventuais reajustes no valor do contrato.
A causa central do arrasto das obras foi explicada pelo secretário municipal de Obras Públicas Luiz Fernando Jamur em abril deste ano. O secretário revelou um problema envolvendo o estrangulamento do fluxo de caixa da empreiteira.
Falta de recursos da empreiteira afeta ritmo das obras do Tarumã
Por se tratar de uma intervenção de grande porte, o projeto exigiu um aporte inicial estimado em R$ 100 milhões em recursos próprios por parte da contratada para manter o ritmo dos trabalhos antes de receber as medições do poder público. A falta de fôlego financeiro da companhia teria comprometido o ciclo produtivo no canteiro de obras do Tarumã.
A obra tenta resolver um nó viário histórico da capital. Construído no início da década de 1970, o Viaduto do Tarumã fica no cruzamento da Avenida Victor Ferreira do Amaral com a Linha Verde (trecho urbano da BR-116) e canaliza o tráfego pesado entre Curitiba, Pinhais e Piraquara.
Antes da intervenção, o trecho operava no limite com rótula e semáforo, gerando longos congestionamentos diários, sobretudo nos horários de pico.
Projeto amplia viaduto e muda acessos para desafogar o trânsito
Para desafogar a região, o projeto prevê a eliminação da antiga rótula, a construção de novas alças de acesso conectando os sentidos Norte e Sul da Linha Verde, além de duas novas estações de ônibus e a requalificação do sistema viário do entorno.
A obra dobrou a capacidade do viaduto: a estrutura original, de 24 metros de largura, passou a ter 50 metros. A ampliação foi executada com independência estrutural, ou seja, as novas faixas laterais ganharam fundações próprias para não sobrecarregar a construção original da década de 1970.
Até a conclusão definitiva em 2027, porém, a promessa de alívio no trânsito segue dependendo da paciência de quem cruza a zona leste da cidade. A reportagem entrou em contato com a empresa Trail Infraestrurura, mas não recebeu um retorno.



