i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Educação

Aula Paraná: como escolas têm se destacado em driblar a desmotivação dos alunos

  • 19/10/2020 18:33
Aplicativo Aula Paraná, desenvolvido para o ensino remoto durante a pandemia
Aplicativo Aula Paraná, desenvolvido para o ensino remoto durante a pandemia| Foto: Geraldo Bubniak/ANPr

Os alunos da rede estadual de educação completaram sete meses sem aulas presenciais por causa da pandemia do coronavírus. Apesar da oferta de aulas pela televisão, celular e computador, a desmotivação para o ensino remoto vem crescendo e preocupando a Secretaria de Estado da Educação (Seed), que já registra um índice considerável de evasão. São alunos que deixaram de assistir as aulas online e de realizar as atividades propostas. No entanto, algumas escolas têm se destacado no esforço de manter um aproveitamento satisfatório no aplicativo Aula Paraná, usado para o ensino remoto no estado, mesmo tanto tempo depois do início das atividades virtuais. O contato permanente com os pais e a atenção especial aos alunos sem acesso à internet são as estratégias comuns destas escolas.

As principais notícias do Paraná no seu WhatsApp

No último bimestre, os 706 alunos das 27 turmas do Colégio Estadual Lúcia Alves de Oliveira Schoffem, em Altônia, no Noroeste do estado, foram submetidos a 275,7 mil questões no Aula Paraná. Destas, 223,4 mil foram respondidas. Um índice de resposta de 81%, e um índice de acerto de 73% do total de questões formuladas. O aproveitamento, segundo o diretor da escola, Humberto Rodrigues da Mata Junior Junior, é semelhante ao do período de aulas presenciais. “Somos um colégio que tem por característica uma proximidade com a comunidade escolar via rede social, grupos de WhatsApp e reuniões presenciais. Com o hábito familiar de ter a proximidade via digital foi possível, rapidamente, entrar em contato com todos os pais e responsáveis para o acesso à plataforma e ao material impresso”, comenta o diretor.

Para ele, o bom dialogo com as famílias facilitou a cobrança, “aliado a isso uma boa equipe pedagógica, comprometida em solucionar as demandas e entrar em contato com famílias e alunos sempre que necessário e o trabalho de todos os profissionais da área administrativa, auxiliando direção e equipe pedagógica na busca permanente dos alunos permitiu este bom desemprenho”, disse o professor, que abriu a escola e permitiu que os alunos sem acesso à internet em casa assistissem às aulas on-line no laboratório de informática da instituição. “Assim que foi possível pela Resolução, trouxemos para ser atendido na instituição, com todos os protocolos sanitários sendo cumpridos, alunos que não tinham acesso a celular e computadores ou com dificuldades pedagógicas, podendo ter auxílio da equipe escolar”.

O índice de 81% de respostas, considerando um bom número de alunos que estão realizando 100% das atividades, no entanto, indica que, mesmo nas escolas que conseguiram uma adesão acima da média à Aula Paraná, há evasão. “Temos alguns alunos que evadiram, num percentual inferior ao de evasão e reprovação dos anos anteriores, mas, para minimizar isso temos buscado contato com as famílias e auxílio da rede de proteção. Até busca em casa (presencial) foi realizada”, relata o diretor, que diz estar preocupado, agora, com o renivelamento das turmas para a retomada do ensino presencial. “O nivelamento vai exigir uma ação coletiva de toda a escola, já abordamos o tema em reunião e conselho de classe, e estamos alinhados em quando for possível retornar, trabalhar de forma planejada com ações de contraturno e a utilização de monitoria por alunos que apresentarem melhor nível de aprendizado”.

Também se destacaram entre as escolas com maior adesão dos alunos às atividades propostas no ensino remoto a Escola Estadual Santa Terezinha de Santo Antônio da Platina (Norte do estado), com 187,8 mil questões respondidas de 232,2 propostas (81% de resposta e 81% de acerto), e o Colégio Estadual Dario Vellozo, de Toledo (região Oeste) com 79% de questões respondidas e 76% de índice de acerto.

“É resultado do empenho da equipe. Quando temos uma excelente equipe, o trabalho flui. Todo mundo aderiu e os alunos responderam muito bem. A equipe toda deu muito apoio para os professores se adaptarem a esse novo modelo. Fomos atrás dos alunos que não estavam participando, procuramos os pais. Fizemos um grupo para cada uma das mais de 30 turmas, dividimos as pedagogas por um número determinado de turmas e o resultado foi muito expressivo", conta o diretor da escola, Euclides Jair Freese. "Trouxemos para a escola os alunos com dificuldade de estudar em casa. Até sorteio de chocolate para incentivar a participação nós realizamos. Sabemos que não é essa a condição ideal, mas nos adaptamos da melhor forma possível para ter o menor impacto possível. Perto do que passamos esse ano, avalio que conseguimos um resultado positivo”, conclui.

Professores acima da média

Outro indicador que tem feito a diferença no aproveitamento dos alunos durante o período de aulas remotas é a dedicação dos professores. Além das aulas em vídeo exibidas na televisão e dos conteúdos acessíveis pelo celular ou computador (ou distribuídos em material impresso) o sistema de ensino remoto do estado também se propõe a oferecer videoaulas com interação entre os professores e seus alunos do período regular. As aulas virtuais pelos próprios professores têm durado, em média, 43 minutos durante o período de ensino remoto na rede estadual. Mas, no Colégio Estadual Pacaembu, de Cascavel, no Colégio Estadual Dona Branca do Nascimento Miranda, de Curitiba e no Instituto de Educação Estadual de Maringá, as aulas têm se prolongado. Em média um aluno destas três escolas fica 66 minutos em contato direto com seu professor.

"Além das aulas normais, estamos promovendo aulões e uma série de palestras, inclusive com convidados. Em setembro, por exemplo, tivemos palestras sobre o caminho do lixo, a importância da água, o setembro amarelo (prevenção ao suicídio), narra a diretora da escola Dona Branba do Nascimento Miranda, Sandra Costa Ulsan Lourenço.

3 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 3 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.

  • M

    Meg Litton

    ± 3 minutos

    Que maravilha! Aí, governador, contrata só os professores de Altônia para ministrarem aulas não presenciais! Demite o resto! Acaba com o problema de greves, supersalários, vale transporte sem comparecimento ao local de trabalho, manutenção de prédios, merenda escolar... Parece que os próprios "professores" andam atrás DESTA SOLUÇÃO, não é mesmo?

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]

  • E

    EDUARDO SABEDOTTI BREDA

    ± 2 horas

    A APP Sindicato está destruindo a educação no Paraná, num esforço sem fim por acabar com a boa educação que eu e muitos tivemos em nossa infância. Neste ano, chegaram ao ápice, fazendo uso dessa palhaçada do isolamento. Todos voltaram à normalidade de suas vidas, incluso os professores. Mas nao para ministrar aulas.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    1 Respostas
    • E

      Eliana Prodossimo

      ± 3 minutos

      Senão para ministrar as aulas, então para que?

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

    • Máximo 700 caracteres [0]