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128 mil estudantes avaliados

Paraná aumenta índice de estudantes da rede pública considerados leitores no nível adequado

Leitura em sala de aula: Paraná quase dobrou o percentual de alunos fluentes no 2º ano do ensino fundamental em 2025.
Leitura em sala de aula: Paraná quase dobrou o índice de alunos fluentes no 2º ano do ensino fundamental em 2025. (Foto: Lucas Fermin/Governo do Paraná)

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Em um cenário nacional ainda marcado por desafios na alfabetização após os impactos da pandemia de Covid-19, o Paraná apresentou um salto expressivo na fluência em leitura entre estudantes do 2º ano do ensino fundamental. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) indicam que o índice de leitores fluentes passou de 22,8% para 41,2% em 2025, um avanço de 18,4 pontos percentuais e crescimento superior a 35% no período.

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A Avaliação de Fluência em Leitura foi aplicada a cerca de 128 mil estudantes, aproximadamente 95% dos matriculados no 2º ano da rede pública, em duas etapas ao longo do ano. É considerado fluente o aluno que consegue ler mais de 65 palavras por minuto, com ao menos 90% de precisão. Mais expressivo foi o crescimento no percentual de alunos classificados como iniciantes e fluentes, que saltou de 44,3% para 80,8%.

É considerado fluente o aluno que consegue ler mais de 65 palavras por minuto, com ao menos 90% de precisão.

Segundo o secretário paranaense da Educação, Roni Miranda, o resultado reflete uma política estruturada de colaboração entre estado e municípios. “O avanço observado não é resultado de uma ação isolada, mas de uma política conduzida em regime de colaboração, por meio do programa 'Educa Juntos', que integra avaliação, formação docente e oferta de materiais didáticos estruturados e alinhados às necessidades da alfabetização”, afirmou.

De acordo com o secretário, o avanço na fluência em leitura dialoga com outros indicadores do estado. “No resultado geral de alfabetização, o Paraná também apresentou crescimento expressivo, com avanço de cerca de 10 pontos percentuais, reforçando que as políticas implementadas têm impactado de forma consistente tanto a consolidação das habilidades básicas quanto a qualidade da leitura”.

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Fluência em leitura se consolida como indicador estratégico

A avaliação é realizada em parceria com a Associação Bem Comum e o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e mede desde aspectos de oralidade e prosódia até a capacidade de interpretação textual. Além da fluência em leitura, o Paraná avançou no Indicador de Alfabetização da Prova Paraná Mais, que passou de 70% para 80% de estudantes alfabetizados ao final do 2º ano.

Embora distintos, os indicadores são considerados complementares. “O Índice de Fluência Leitora, ao aferir a capacidade de leitura com precisão e automaticidade, apontou que 80,8% dos estudantes estavam fluentes ao final do 2º ano. Trata-se de uma medida mais específica, que captura a qualidade do desempenho leitor e sustenta o avanço em compreensão e aprendizagem nas demais áreas”, Avaliou o secretário.

Mesmo com os indicadores em alta, o secretário ressalta que ainda há um ponto central a ser enfrentado. “O desafio atual vai além de ampliar o acesso à alfabetização: é garantir equidade entre municípios, escolas e estudantes”. Segundo ele, a articulação com os Núcleos Regionais de Educação e as Secretarias Municipais permite identificar territórios que demandam maior atenção e organizar acompanhamento pedagógico sistemático.

Dados orientam intervenções e projetam impacto nos próximos anos

Os resultados da fluência em leitura são utilizados como ferramenta diagnóstica pelas redes municipais. “A Avaliação de Fluência em Leitura tem se consolidado como uma ferramenta pedagógica que traz evidências para orientar as práticas de ensino e de intervenção imediata”, afirmou Miranda.

De acordo com o secretário, a aplicação ocorre em dois momentos distintos - entrada e saída - para verificar como o estudante inicia e conclui o ciclo de alfabetização. “O objetivo para 2026 e 2027 é consolidar o uso da avaliação de fluência leitora como instrumento diagnóstico, em que os dados orientem decisões pedagógicas cotidianas e assegurem que cada criança avance de forma consistente rumo à fluência leitora e à alfabetização na idade certa”.

Miranda também destaca o efeito estrutural do índice obtido. “O avanço na fluência leitora exerce impacto direto sobre a aprendizagem em outras áreas do conhecimento, já que a leitura é uma ferramenta central para a compreensão de conteúdos e para a construção de sentido sobre o mundo”.

A primeira etapa da próxima avaliação será aplicada entre 16 e 23 de março e a segunda no fim do segundo semestre.

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