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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR) aprendeu nesta terça-feira (26) R$ 118 mil em espécie com o vereador Lórens Nogueira (PP). O parlamentar é suspeito de comandar um esquema de rachadinha em seu gabinete na Câmara Municipal de Curitiba (CMC).
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Na manhã desta terça-feira, o Gaeco cumpriu 14 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Déja-Vú. De acordo com a investigação, o parlamentar é suspeito de reter parte dos salários dos assessores do seu gabinete, prática conhecida como rachadinha. Os agentes estiveram na casa e no escritório do parlamentar.
Em entrevista coletiva durante a tarde, na sede do Gaeco em Curitiba, os promotores Fernando César e Nicole Gonçalves deram detalhes da investigação, que começou após denúncias anônimas. A suspeita é de que Nogueira esteja retendo parte dos salários de assessores desde o início do seu mandato, em 2025.
Gaeco encontrou dinheiro vivo em mochila e envelopes na investigação
O que as investigações já revelaram é que ele obrigava boa parte dos assessores a trabalhar no instituto, em horários alternativos, em troca da manutenção dos cargos no gabinete. As buscas foram realizadas na casa e no gabinete do vereador, e também em endereços de pessoas ligadas a ele.
Na casa do vereador, o Gaeco encontrou R$ 70 mil dentro de uma mochila, além de dois envelopes, um com R$ 3.526 e outro com R$ 8.130. No carro do parlamentar foi encontrado outro envelope, com cerca de R$ 500, e no bolso de um paletó, mais R$ 2.500. Na casa dos sogros, o grupo encontrou mais R$ 15.500 e R$ 8 mil com uma das assessoras.
Promotoria aponta concussão, corrupção e lavagem de dinheiro
O Gaeco trabalha com as possibilidades de que o vereador incorra nos crimes de:
- concussão: quando um funcionário público exige vantagem indevida;
- corrupção;
- peculato: ao utilizar funcionários remunerados com dinheiro público para a prestação de serviços privados; possibilidade de lavagem de dinheiro.
A promotoria entende que o valor encontrado nos mandados de busca e apreensão sejam indícios de ocultação de arrecadação de capital de origem ilícita.
“É possível afirmar que o conjunto probatório possui bastante consistência de indícios da autoria e prova de materialidade. A busca e apreensão veio a corroborar com o que já havíamos constatado anteriormente”, informa a promotora Nicole Gonçalves.
Gaeco apreende computadores e planilhas na Operação Déja-Vù
Nogueira é o presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da CMC e fundador do Instituto Grupo Solidário, uma organização que atua com comunidades em situação de vulnerabilidade no bairro Xaxim. O MP-PR apura se o vereador fez uso do instituto para lavar dinheiro.
Na operação realizada nesta terça, os agentes do Gaeco apreenderam computadores e itens como planilhas que podem trazer mais informações sobre a prática sistemática de ação ilícita.
No momento, o MP informou que trata apenas o vereador como investigado. Os assessores serão avaliados individualmente para identificar a atuação de cada um no esquema.
VEJA TAMBÉM:
Reportagem atualizada com informações das quantias em dinheiro apreendidas durante a operação do Gaeco.
Atualizado em 27/05/2026 às 08:26



