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O Paraná iniciou uma nova etapa da estratégia de combate à dengue com a soltura de mosquitos com a bactéria Wolbachia em Ponta Grossa, nesta terça-feira (20). A tecnologia busca reduzir a capacidade de transmissão de dengue, zika e chikungunya pelo Aedes aegypti e já é utilizada em Londrina, Foz do Iguaçu, Curitiba e Cascavel.
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Em Ponta Grossa, a soltura ocorrerá gradualmente ao longo de 26 semanas, com mais de 5,3 mil pontos previstos no Centro e nos bairros Uvaranas, Oficinas, Cará-Cará, Contorno, Colônia Dona Luiza, Chapada e Ronda.
Os mosquitos, conhecidos como Wolbitos, carregam a bactéria Wolbachia, que é transmitida às gerações seguintes por meio da reprodução. Com o tempo, a expectativa é que ela se estabeleça na população local de mosquitos e reduza a transmissão dos vírus.
Como funciona a Wolbachia usada no combate à dengue no Paraná
A tecnologia chegou ao Paraná em julho de 2024, com as primeiras solturas em Londrina e Foz do Iguaçu. Em Curitiba, as liberações começaram em 29 de julho de 2026, inicialmente no bairro Sítio Cercado. Já em Cascavel, a iniciativa teve início em 19 de outubro, com ações em 17 bairros. Ponta Grossa começou as liberações um dia depois, junto à inauguração de uma biofábrica destinada à preparação dos mosquitos antes da soltura.
O trabalho em Ponta Grossa envolve uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Wolbito do Brasil.
A biofábrica recebe cápsulas com ovos e alimento, permitindo o desenvolvimento dos mosquitos até a fase adulta. As liberações são feitas semanalmente por equipes treinadas, enquanto armadilhas chamadas ovitrampas ajudam a monitorar o estabelecimento da Wolbachia no ambiente.
Estudos apontam que o aumento da presença da bactéria está associado à redução de casos de dengue, zika e chikungunya. Em Niterói, no Rio de Janeiro, onde a tecnologia cobre todo o município, os casos de dengue tiveram redução de 89%.



