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Área de preservação

Paraná planeja criar parque estadual em região de praias de água doce

Projeto prevê proteção ambiental em três municípios banhados pelo Rio Paraná.
Projeto prevê proteção ambiental em três municípios banhados pelo Rio Paraná. (Foto: Ricardo Ribeiro/Governo do Paraná)

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O Paraná estuda a criação de um novo parque estadual no Noroeste do estado, em uma região marcada pelas praias de água doce e pelo turismo às margens do Rio Paraná. Batizada de Parque Estadual da Costa Rica, a proposta prevê áreas de preservação nos municípios de Porto Rico, Marilena e São Pedro do Paraná.

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O projeto de lei 237/26 foi aprovado pela Comissão de Obras, Transportes e Comunicação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) na terça-feira (27). A iniciativa prevê a proteção integral de ilhas, lagoas, áreas de várzea e vegetação nativa da região.

O objetivo é preservar a biodiversidade, proteger locais de reprodução da fauna aquática e conservar ecossistemas considerados sensíveis. O texto também permite atividades de pesquisa científica, educação ambiental e turismo ecológico, desde que realizadas de forma controlada.

Parque no Paraná prevê áreas de preservação em três cidades

O Parque Estadual da Costa Rica deverá abranger áreas de três cidades do noroeste paranaense: Porto Rico, Marilena e São Pedro do Paraná. Os municípios ficam às margens do Rio Paraná e são conhecidos pelas praias de água doce, passeios de barco e atividades de lazer próximas ao rio.

A região costuma receber visitantes em busca de praias fluviais, hospedagens e passeios náuticos, especialmente durante o verão. A criação do parque, porém, tem como foco principal a conservação ambiental dessas áreas.

A delimitação exata ainda não foi definida. De acordo com o projeto, os limites da unidade de conservação serão estabelecidos por decreto do Poder Executivo, com base em estudos técnicos e mapas georreferenciados.

Nova unidade de conservação prevê turismo ecológico e pesquisa

A proposta prevê a proteção integral dos ambientes naturais incluídos na área do parque. Isso significa que a conservação da natureza será a prioridade, com restrições a atividades que possam prejudicar os ecossistemas.

O projeto permite, desde que haja controle e respeito às regras ambientais:

  • Pesquisa científica;
  • Atividades de educação ambiental;
  • Turismo ecológico.

As regras para visitação e uso da área deverão ser detalhadas no plano de manejo, instrumento que orienta a administração de uma unidade de conservação. A proposta estabelece prazo de até dois anos para a elaboração desse documento.

Projeto do parque aguarda conclusão da tramitação na Alep

Apesar da aprovação na Comissão de Obras, Transportes e Comunicação, o projeto ainda não significa que o parque esteja oficialmente criado. A delimitação da área e as regras de funcionamento também dependem de etapas posteriores.

A proposta já recebeu pareceres favoráveis das comissões de Constituição e Justiça e de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Alep. A criação efetiva do Parque Estadual da Costa Rica dependerá da conclusão da tramitação do projeto e das medidas previstas no texto.

O Paraná conta com 74 Unidades de Conservação estaduais catalogadas pelo Instituto Água e Terra (IAT). As áreas são destinadas à proteção de ambientes naturais e incluem diferentes categorias, com regras específicas de preservação e uso dos recursos naturais.

Há unidades de proteção integral, nas quais a conservação da natureza é o objetivo principal, e unidades de uso sustentável, que permitem determinadas atividades humanas desde que sejam compatíveis com a proteção ambiental.

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