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Para entender

Pesquisador curitibano localiza registro de 1811 que reforça lenda do Pirata Zulmiro

Pesquisador de Curitiba encontra registro de 1811 na Inglaterra e avança na investigação sobre a identidade do Pirata Zulmiro. (Foto: Arquivo pessoal/Marcos Juliano Ofenbock)

O pesquisador Marcos Juliano Ofenbock descobriu no Eton College, na Inglaterra, uma assinatura de 1811 vinculada ao nome Francis Hodder. A descoberta, realizada em 13 de outubro de 2026, oferece uma nova peça para desvendar a real identidade do Pirata Zulmiro, homem que viveu em Curitiba no século XIX sob o nome de João Francisco Inglez e que estaria ligado a tesouros e lendas britânicas.

Qual é a importância da assinatura encontrada no colégio inglês?

A assinatura encontrada pertence a Francis Hodder, nome que Ofenbock investiga como a identidade original do Pirata Zulmiro antes de ele se esconder no Brasil. O registro, datado de 1811, foi localizado no Eton College, uma das escolas mais tradicionais do Reino Unido. Ao comparar esse documento com um registro de batismo da Igreja Matriz de Curitiba de 1829, o pesquisador notou semelhanças gráficas significativas, especialmente na forma de escrever as letras que compõem o nome. Embora ainda não seja uma prova definitiva, o achado é considerado um indício fundamental para conectar o imigrante conhecido como João Francisco Inglez ao seu passado na Europa.

Como a história de Zulmiro se cruza com a do personagem Capitão Gancho?

A investigação revelou paralelos curiosos entre o Pirata Zulmiro e o vilão de Peter Pan. J. M. Barrie, criador da obra, deu uma palestra em Eton em 1927 sugerindo que o Capitão Gancho teria estudado naquele colégio. Além disso, em seus livros, há referências a piratas no Rio de Janeiro e tesouros em Manaus. Como a história de Zulmiro já circulava na imprensa de Londres no século XIX, antes da criação do personagem literário, Ofenbock levanta a hipótese de que Barrie possa ter se inspirado no pirata real. Vale notar que Zulmiro também afirmava ter estudado na mesma instituição de ensino, o que aumenta o mistério sobre essa possível conexão histórica.

Quais foram os outros passos da pesquisa de Ofenbock na Inglaterra?

Além da visita a Eton, o pesquisador cumpriu uma agenda acadêmica intensa. Ele se reuniu com o historiador Richard Blakemore, da University of Reading, para discutir a Expedição Arqueológica Ilha da Trindade, que busca localizar o suposto tesouro enterrado pelo pirata. Ofenbock também visitou o British Museum para apresentar seus objetivos arqueológicos a especialistas e realizou o lançamento internacional de seu livro digital no King’s College London. O evento contou com o apoio da Anglo-Brazilian Society e atraiu o interesse da Society for Nautical Research, consolidando a circulação internacional dessa história que, por décadas, ficou restrita à memória de Curitiba.

Quem foi o homem conhecido como João Francisco Inglez em Curitiba?

João Francisco Inglez foi um morador misterioso que viveu na capital paranaense durante o século XIX. Segundo as pesquisas que já duram 22 anos, ele seria, na verdade, o Pirata Zulmiro, um homem que abandonou a vida nos mares para se esconder no interior do Brasil. A trajetória do personagem é reconstruída por meio de cruzamentos de documentos religiosos, jornais antigos e registros históricos internacionais. A hipótese central é que ele utilizou nomes diferentes para apagar seu passado de pirataria. Agora, com o novo registro de 1811 na Inglaterra, a pesquisa entra em uma fase de análise técnica para confirmar se o estudante de Eton e o morador de Curitiba são de fato a mesma pessoa.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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