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A travessia de ferry-boat entre Matinhos e Guaratuba, no litoral do Paraná, se aproxima do fim. Depois de mais de seis décadas de funcionamento, as barcas cessarão para dar lugar à ponte de Guaratuba. E apesar de ainda não estar pronta, ela vem produzindo impactos na economia do estado.
É isso que aponta um estudo do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A ponte começou a ser construída em 2024 e, desde então, já acrescentou R$ 368,6 milhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Além disso, o estudo mostrou que houve uma geração de massa salarial de R$ 143,7 milhões, com mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.
“A ponte praticamente já se pagou porque deu incremento de quase R$ 400 milhões ao PIB do estado. Então, imagine o que vai acontecer nos próximos anos, o que ela ainda vai trazer de benefícios”, falou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.
O custo da ponte de Guaratuba é estimado em R$ 400 milhões, pagos com recursos do governo estadual por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR). Em 2022, o Consórcio Nova Ponte (CNP) ganhou a licitação para a construção, que arrancou de fato em abril de 2024.
A expectativa não só do governo do Paraná, mas de todo o litoral, é de que a ponte se torne um indutor de investimentos. A prefeitura de Guaratuba, por exemplo, trabalha na liberação de alvarás para construção de novos empreendimentos imobiliários. Hoje, mais de 40 edifícios estão sendo levantados na cidade.
“Todo investimento em infraestrutura acaba retornando não só no conforto, na mobilidade, no ir e vir das pessoas, mas também no desenvolvimento de toda uma região, de todo um estado. E a cidade de Guaratuba está vivendo esse salto que não é só para Guaratuba, mas para todo o litoral”, reforça Sandro Alex.
“Beijo” da ponte de Guaratuba está previsto para fevereiro
O boletim mais recente da construção da ponte de Guaratuba, divulgado em dezembro, mostra que a obra já passou de 85% de conclusão, o que mantém abril de 2026 como marco para o início da circulação de veículos e pessoas.
Até o fim de janeiro, a previsão é de que todas as vigas estejam posicionadas, avançando principalmente no lado que leva a Matinhos. Com isso, faltará apenas o avanço na parte estaiada — 228 metros dos 320 metros já foram executados —, que culminará no encontro de todas as seções da ponte. “Será o famoso beijo”, brincou o secretário de Infraestrutura.
Com toda a extensão pronta, de 1.240 metros, os trabalhos se concentrarão na parte de acabamento final e desenho das quatro faixas de tráfego — duas de cada lado —, marcação da ciclovia e passeios, além da instalação da iluminação.
Outra fonte de trabalho está nos acessos dos dois lados da ponte, com drenagem, terraplenagem e pavimentação. A estimativa é movimentar 200 mil metros cúbicos de solo e aplicar 50 mil metros quadrados de pavimentação, incluindo o revestimento asfáltico. Do lado de Guaratuba, o morro foi rebaixado para criar um acesso plano de 940 metros de extensão.

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