
A BR-277 consolidou-se como a rodovia federal mais perigosa do Paraná, registrando 2.155 acidentes e 152 mortes em 2025. Segundo o Guia CNT de Segurança, a via concentra quase 30% das ocorrências do estado, impulsionada pelo intenso fluxo de cargas rumo ao Porto de Paranaguá e por falhas humanas.
Quais são os principais números da violência no trânsito da BR-277?
No último ano, a rodovia foi palco de 28,3% de todos os acidentes em estradas federais paranaenses. Das mortes registradas nessas vias, 25,7% ocorreram na BR-277. Ao todo, o estado somou 7.616 acidentes e 592 óbitos no período, o que resulta em uma média alarmante de oito mortes para cada 100 colisões registradas.
Qual é o fator que mais contribui para a gravidade das ocorrências?
O comportamento dos motoristas, conhecido como fator humano, é determinante. A Polícia Rodoviária Federal aponta que a reação tardia do condutor, o excesso de velocidade e as ultrapassagens em locais proibidos são os grandes vilões. Além disso, o trânsito na contramão aparece como a principal causa específica de mortes nas estradas do estado.
Quais trechos da rodovia são considerados os mais perigosos?
O segmento entre os quilômetros 0 e 10, na região do litoral, é o mais crítico, com 214 acidentes e nove mortes. Outros pontos de atenção estão em São José dos Pinhais (kms 70 ao 80) e Foz do Iguaçu (kms 720 ao 730). A mistura de tráfego urbano intenso com veículos pesados nesses locais aumenta drasticamente o risco de batidas.
Como as características geográficas da rodovia influenciam os riscos?
A BR-277 atravessa a Serra do Mar, um trecho com curvas fechadas e descidas longas que exigem muito dos freios e da atenção. Nesse contexto, qualquer erro de condução ou falha mecânica se torna muito mais grave. Por ser o principal corredor de escoamento de safras para o Porto de Paranaguá, o volume de caminhões pesados é altíssimo.
O que está sendo feito para tentar reduzir esses índices?
A fiscalização foi intensificada, com foco em radares e vistorias técnicas. Em 2025, mais de 500 mil veículos foram flagrados acima do limite de velocidade no Paraná. A PRF também realiza inspeções mecânicas em veículos de carga na descida da serra, retirando de circulação caminhões com problemas em freios ou suspensão para evitar tragédias.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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