
O governador Ratinho Junior deixará o cargo em abril de 2026 para disputar a Presidência sem finalizar a privatização da Celepar. O processo de venda da estatal de tecnologia do Paraná foi interrompido por decisões do STF motivadas por preocupações com a segurança de dados pessoais.
Qual é a função da Celepar e por que sua venda gera polêmica?
Fundada em 1964, a Celepar é a empresa de tecnologia do Paraná que cuida de informações sensíveis, como prontuários médicos, notas escolares e dados da polícia. A polêmica ocorre porque críticos temem que o controle desses dados por uma empresa privada possa comprometer a privacidade dos cidadãos e a segurança do estado.
Por que o processo de privatização está parado na Justiça?
O ministro do STF Flávio Dino suspendeu o leilão apontando insegurança jurídica e a necessidade de critérios rígidos para o tratamento de dados. Recentemente, um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin paralisou o julgamento por até 90 dias, impedindo que o atual governador bata o martelo antes de sair do governo.
Como o governo estadual tentou destravar a venda da empresa?
Para acalmar o Judiciário, o governo mudou a lei de privatização na Assembleia Legislativa. A nova regra amplia os poderes de um conselho estadual para fiscalizar como a futura dona da Celepar lidaria com dados de segurança pública. Além disso, o estado defende que uma estatal não consegue competir com a agilidade do mercado de tecnologia.
O que acontece com os contratos milionários que a estatal possui?
Mesmo classificada pelo governador como obsoleta, a Celepar assinou recentemente um contrato de R$ 142 milhões com a prefeitura de Curitiba para gerir o trânsito até 2031. No total, a carteira da empresa soma mais de R$ 2,2 bilhões em contratos com órgãos públicos, valor que seria assumido pelo comprador privado após o leilão.
Quem decidirá o futuro da estatal tecnológica a partir de agora?
Com a saída de Ratinho Junior para a campanha presidencial, o futuro da Celepar pode ficar para o próximo governador. Se o julgamento no STF demorar e um opositor vencer a eleição de outubro, o processo de desestatização pode ser cancelado definitivamente, frustrando os planos da atual gestão.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.









