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Monitor da pandemia

Paraná freia avanço do coronavírus e índice de transmissão já está em 0,89

  • 26/08/2020 12:28
Leito hospitalar com respirador usados no combate ao coronavírus.
Leito hospitalar com respirador usados no combate ao coronavírus.| Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O Paraná superou, na última terça-feira, a marca de 3 mil mortes pela Covid-19. O número já coloca a epidemia causada pelo novo coronavírus como a principal causa de morte no estado no ano. Mas o tempo que o estado levou para chegar a esse quadro indica, ao menos, que a transmissibilidade do coronavírus no Paraná está perdendo velocidade. Há uma semana, o estado mantém seu índice de retransmissão abaixo de 1 – o que indica diminuição no número de novos casos e óbitos diários.

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O número de óbitos por Covid-19 no Paraná demorou mais de um mês (32 dias) para dobrar de 1500 para 3 mil. Comparado com o tempo que se levou para chegar da milésima morte para a morte número 2 mil (pois a transmissão do vírus se dá por progressão geométrica), houve uma desaceleração de dez dias na velocidade de duplicação. De mil para 2 mil mortes passaram-se 22 dias no Paraná.

A desaceleração da curva de crescimento da Covid-19 no Paraná também se reflete na taxa de retransmissão do coronavírus (Rt). O acompanhamento diário do Departamento de Estatística da Universidade Federal do Paraná em parceria com a epidemiologia do Hospital de Clínicas mostra que o índice de retransmissão vem caindo desde o dia 07 de agosto, quando estava em 1,16. E, a partir do dia 18, o índice mantém-se abaixo de 1,0, o que significa que um caso confirmado de Covid-19 está originando menos do que um novo caso, indicando a diminuição no número de novos casos diários. O Rt atual está em 0,89.

O Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde mostra que o estado vem registrando queda no número de mortes há duas semanas. Depois de atingir o recorde de 352 mortes na semana entre 02 e 08 de agosto, o estado teve 309 mortes entre 09 e 15 e 231 mortes (número que ainda pode subir por conta de registros atrasados) na semana passada.

A desaceleração nos óbitos por Covid-19 fica clara na análise da média móvel de mortes diárias pela doença, a divisão por sete da soma de mortes dos últimos sete dias, que resulta em uma média diária, contornando eventuais variações de datas de notificação. Com pequenas oscilações, a média móvel de mortes diárias teve constante crescimento até o dia 4 de agosto, quando atingiu seu maior número, 54,7 mortes por dia. Desde então, a média vem caindo e, na última terça-feira, estava em 39,1. Nem mesmo o recorde de mortes registradas em um único dia no estado, as 80 do último dia 20 alterou a tendência de queda da média móvel de óbitos.

"É uma nova etapa, e o desafio, agora, é nos mantermos assim"

O infectologista Bernardo Montesanti Machado de Almeida, do Serviço de Epidemiologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, reconhece que o cenário atual é de otimismo. "Os dados demonstram isso. A expectativa é que ocorra queda no número de casos e no número de óbitos. Mas é importante destacar que esse é um cenário de momento. A manutenção da queda depende diretamente da manutenção do R abaixo de 1,0. Temos exemplos de países e, até, estados do Brasil que, depois de um pequeno ciclo de queda, voltaram a uma tendência de alta. Temos que evitar que isso aconteça, a guerra não está superada. Chegamos a uma etapa desejável, que é o ciclo descendente da doença, agora, o próximo desafio, é se manter neste patamar”, analisa.

Para o médico, os motivos que fizeram o estado chegar a esse patamar são mistos. "As forças que influenciam a taxa de transmissibilidade são várias. Uma delas não é algo que não é para ficarmos feliz, que é a proporção de pessoas imunes porque já tiveram contato com a doença. Já estamos com cerca de 10% da população de Curitiba com anticorpos, por exemplo. Isso torna mais difícil o vírus se disseminar. As outras forças são o distanciamento social, o uso de máscara a lavagem de mãos e a adaptação dos ambientes", explica, destacando a importância de se manter esse comportamento preventivo. "Estamos longe de pensar em voltar ao velho normal, temos que nos manter nesta nova realidade. A sociedade conseguiu se adaptar, de uma certa forma, e temos que manter essa adaptação por enquanto. Só podemos voltar a pensar em normalidade completa quando conseguirmos imunizar a maior parte da população com a vacina", conclui.

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Comentários [ 7 ]

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  • C

    C R Berger

    ± 1 horas

    Vamos à uma análise básica da Bioestatística da incidência Covid Paraná. Curitiba tem 16,045 % da população do estado. Tem o maior IDHM do Paraná (0,823), maior nível sócio econômico cultural do estado. Com isso, deveria ter menos que 16% das mortes Covid. NÃO. Tem 30,77%. Quase o dobro da média paranaense. Onde foi o descaso? Onde há aglomero em Curitiba, que segundo a OMS é a maior fonte de contagio? Ônibus, que a RPC tem mostrado algumas vezes durante a pandemia como estando amontados de pessoas. Entupidos como disse uma passageira, ao repórter. Tosse, espirro, contato físico. Que os responsáveis sejam identificados.

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  • N

    Neto

    ± 8 horas

    As pessoas estão abandonando as máscaras e isso é um perigo de segunda onda. Nas ruas já se vê cerca de 50% das pessoas sem máscara. Onde está a fiscalização?

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  • A

    Armando

    ± 8 horas

    Morador de Maringá é contaminado pelo novo coronavírus e dengue ao mesmo tempo

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    1 Respostas
    • C

      C R Berger

      ± 1 horas

      E o secretário de saúde, que nao usa máscara em mercado é aí da região. Reclama pra ele.

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  • R

    Rogério R

    ± 11 horas

    O Pará freou o avanço do coronarírus a mais de 2 meses atrás com o uso da Cloroquina no tratamento precoce!!! Mas os "gênios iluminados" da secretaria de saúde do Paraná insistem em mandar os doentes ficarem em casa até começarem a morrer para depois procurar tratamento!!! É preciso que o Ministério Público faça seu papel e mande pra Cadeia todos os que estão sabotando e sonegando o tratamento precoce aos Paranaenses!!!

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  • A

    Adriano

    ± 17 horas

    Não é só por medo de contaminação que o pessoal não quer voltar às aulas. Podem pesquisar, tem muita gente que gostou dessa história de aulas online e preferia que essa fosse uma alternativa que estivesse a disposição dos alunos nas diversas etapas escolares.

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  • N

    Nikoski.M.A

    ± 19 horas

    OK.OK.OK, Vamos valtar as aulas já, vida que segue, com as devidas medidas de segurança, Nossas crianças agradecem..

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