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Para entender

Umuarama e Arapongas lideram ranking de custo-benefício para morar no Paraná

Levantamento cruza preços de aluguel e indicadores urbanos para identificar onde vale mais a pena morar no Paraná. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Umuarama)

Um novo levantamento detalha quais das 22 maiores cidades do Paraná oferecem o melhor equilíbrio entre qualidade de vida e preço de aluguel. Os dados cruzam indicadores de segurança, saneamento, saúde e renda com os valores de locação por metro quadrado. O estudo mostra que municípios do interior superam grandes polos e a capital quando o assunto é morar bem gastando menos em 2026.

Quais cidades paranaenses oferecem o melhor custo-benefício atualmente?

Umuarama e Arapongas ocupam o topo da lista. Umuarama se destaca por ter o aluguel mais barato entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, custando cerca de R$ 11,60 por metro quadrado, além de apresentar bons índices de saneamento e renda média. Já Arapongas garante o segundo lugar graças à sua segurança, registrando a menor taxa de homicídios da amostra. Esses municípios conseguem manter preços acessíveis porque ainda sofrem menos com a verticalização desordenada, que é a construção excessiva de prédios altos, fator que costuma inflacionar o mercado imobiliário regional.

Como Curitiba e Maringá se saíram na avaliação de qualidade urbana?

Maringá é a segunda melhor em qualidade urbana, brilhando em arborização e saúde infantil, e ocupa o terceiro lugar geral no custo-benefício. Já Curitiba obteve a maior nota de qualidade técnica de todo o estado, com excelentes indicadores de progresso social e a maior média salarial. No entanto, o custo de moradia na capital é o mais alto do levantamento, chegando a R$ 45,20 por metro quadrado. Esse valor elevado acaba derrubando Curitiba para a décima posição no ranking final, já que o preço pesado do aluguel pesa mais na balança do que os serviços públicos oferecidos.

Por que algumas cidades têm aluguel caro mesmo sem infraestrutura de ponta?

Especialistas explicam que isso ocorre devido à chamada 'renda da terra' e à pressão do mercado. Quando o governo investe em transporte ou saúde, a região valoriza, mas se não houver um planejamento urbano rígido, esse lucro fica apenas com os proprietários de imóveis, que sobem o aluguel sem que o benefício retorne para a coletividade. Paranaguá é o maior exemplo negativo desse cenário: possui o segundo aluguel mais caro do estado devido à atividade portuária, mas amarga a última posição no ranking de custo-benefício por apresentar as piores notas em segurança e saúde infantil.

Qual foi a metodologia utilizada para definir esse ranking imobiliário?

A análise dividiu as cidades em três etapas. Primeiro, calculou-se uma nota de qualidade urbana de zero a 100 baseada em seis indicadores: bem-estar social, segurança (taxa de homicídios), renda, saúde infantil, árvores nas ruas e esgoto. Depois, apurou-se o preço médio do aluguel residencial em plataformas digitais durante o mês de outubro de 2026. Por fim, o índice de custo-benefício foi gerado dividindo a nota de qualidade pelo preço do metro quadrado. O objetivo é mostrar onde o morador recebe mais 'valor' por cada real investido no pagamento da sua moradia mensal.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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