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Indústria

Usina do Paraná investe R$ 120 milhões para transformar bagaço da cana em energia

Usina Jacarezinho amplia atuação com nova unidade de geração de energia.
Usina Jacarezinho amplia atuação com nova unidade de geração de energia. (Foto: Divulgação/Grupo Maringá)

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Uma indústria paranaense com oito décadas de história acaba de dar um novo passo em sua estratégia de negócios. A Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá, colocou em operação uma unidade de cogeração de energia após receber R$ 120 milhões em investimentos. Tradicionalmente dedicada à produção de açúcar e etanol, a usina passa a explorar uma nova frente dentro de sua operação industrial: a geração de energia.

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A chamada Usina Maringá Energia II dobra a capacidade instalada de geração de energia da usina e aumenta de forma significativa o volume que poderá ser comercializado. O projeto utiliza o bagaço da cana-de-açúcar, um subproduto da própria produção, como matéria-prima para gerar eletricidade.

E não é o etanol que vai para a geração de energia. O processo aproveita o próprio bagaço da cana: ele é queimado em uma caldeira para produzir vapor sob pressão. Esse vapor movimenta uma turbina, que aciona um gerador e produz eletricidade. É um princípio parecido com o de uma usina hidrelétrica, mas, em vez da força da água movimentar a turbina, quem faz esse trabalho é o vapor produzido a partir da biomassa.

Usina projeta R$ 27 milhões a mais por ano em exportação

Com a nova etapa, a Usina Jacarezinho passa a ter 50 MW de potência instalada, dos quais 35 MW são destinados à exportação de energia.

Na prática, o impacto também aparece nos números do negócio. Antes da expansão, a usina exportava 60.815 MWh de energia elétrica por ano. Agora, a previsão é chegar a 150 mil MWh anuais. Isso representa um incremento de aproximadamente R$ 27 milhões no faturamento anual da operação energética.

“A Maringá Energia II representa mais um passo na evolução da Usina Jacarezinho. É um investimento que combina eficiência industrial, aproveitamento de biomassa e sustentabilidade, reforçando nossa visão de longo prazo para o negócio e para a região”, afirma Eduardo Lambiasi, CFO do Grupo Maringá.

Usina Jacarezinho processa 2,5 milhões de toneladas de cana

O tamanho do investimento fica mais fácil de compreender quando se olha para a dimensão da própria Usina Jacarezinho. A operação processa cerca de 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, com matéria-prima proveniente de aproximadamente 30 mil hectares e de uma rede de cerca de 400 produtores parceiros.

A unidade também produz açúcar e etanol. Para a safra 2026/2027, a expectativa é chegar a 200 mil toneladas de açúcar e 85 milhões de litros de etanol. Na safra 2023/2024, a produção de etanol havia ficado em aproximadamente 83 milhões de litros.

Agora, além de transformar a cana em açúcar e combustível, a usina amplia a capacidade de transformar os resíduos desse processo em eletricidade. O bagaço que sobra da moagem é utilizado como biomassa para alimentar o sistema de geração.

A primeira etapa desse projeto entrou em operação em 2021. Naquele momento, o Grupo Maringá passou a atuar também na geração e comercialização de energia elétrica. Com a Maringá Energia II, a capacidade instalada é duplicada.

A expansão ocorre no ano em que a Usina Jacarezinho completa 80 anos e reforça a estratégia do Grupo Maringá de integrar as operações agrícola, industrial e energética.

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