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Caso em análise

Vereadores de Curitiba são denunciados por uso de veículos oficiais na Marcha da Diversidade

Carro oficial vereador Curitiba
Carros oficiais só podem ser usados por vereadores em atividades de interesse público. (Foto: Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba)

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O vereador Bruno Secco (PL) denunciou os colegas Angelo Vanhoni (PT) e Professora Angela (PSOL) pelo uso de veículos oficiais da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) durante a Marcha da Diversidade, realizada em 28 de junho. A suposta quebra de decoro parlamentar começou a ser analisada pela Mesa Diretora da Câmara na segunda-feira (6).

Segundo a denúncia, os parlamentares utilizaram carros oficiais do Legislativo para participar de uma manifestação política realizada, fora do expediente. O documento sustenta que o uso dos veículos nessas circunstâncias contraria a legislação municipal.

A lei restringe a utilização da frota oficial a atividades de interesse público, proibindo seu emprego para fins particulares, comerciais ou em situações alheias às funções institucionais.

Em nota enviada à Gazeta do Povo, a assessoria jurídica da vereadora Professora Angela afirmou que não há impedimento legal para o uso de veículo oficial em agendas públicas e atos de representação política e social. O gabinete também classificou a denúncia como uma “tentativa de distorção dos fatos com fins políticos”.

“A participação em eventos públicos de grande relevância e debate social está intrinsecamente ligada aos deveres de representação política e à atividade parlamentar ampla. O mandato representativo não se encerra nos muros da Câmara Municipal e exige a presença ativa junto à sociedade”, afirma a nota.

A reportagem também procurou o gabinete de Angelo Vanhoni, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Caso está em análise pela Corregedoria da CMC

Na reunião desta segunda-feira (6), a Mesa Diretora recebeu a denúncia e determinou o encaminhamento do caso à Corregedoria da Câmara. Caberá à corregedora, vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL), analisar os elementos apresentados e decidir se instaura uma sindicância para apurar os fatos. Caso a investigação seja aberta, o prazo para conclusão será de até 30 dias.

Se a apuração concluir que houve uso irregular dos veículos oficiais, os vereadores poderão responder por infração ao Código de Ética e Decoro Parlamentar. As penalidades variam conforme a gravidade da conduta e podem ir de advertência à recomendação de perda do mandato, cuja decisão final cabe ao plenário da Câmara Municipal.

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