Como você se sentiu com essa matéria?

  • Carregando...
  • Ícone FelizÍcone InspiradoÍcone SurpresoÍcone IndiferenteÍcone TristeÍcone Indignado
Videoclipe colaborativo
| Foto: Divulgação/Bianca Muzzillo

Uma lição trazida pela pandemia foi a importância da união e a potência do fazer coletivo, momento no qual pensar no próximo se tornou essencial para conter a doença e reduzir os danos causados em diversos setores da economia. Foram esses os ensinamentos que reverberam a partir do projeto despretensioso iniciado pelo curitibano Nelson Carneiro, na produção de um videoclipe musical que mobilizou dezenas de profissionais em um trabalho colaborativo.

Com o isolamento social, Nelson pode se dedicar a duas de suas paixões: o rock e a guitarra. Na companhia de amigos, começou a gravar em estúdio arranjos de músicas que gostava e algumas composições próprias. Iniciou os vídeos em 2020, e aos poucos, foi aperfeiçoando as produções. No início desse ano convidou o compositor Marco Duboc, seu amigo há mais de vinte anos, para uma parceria na produção e direção de um novo clipe. A ideia inicial era simples: gravar mais um arranjo instrumental das músicas interpretadas por Nelson, desta vez, com uma produção mais robusta. Porém, o encontro criativo dos amigos transformou a atividade iniciada por lazer, em um projeto audiovisual com uma equipe de mais de vinte pessoas.

Videoclipe colaborativo

| Divulgação/Bianca Muzzillo

Os amigos escolheram interpretar a canção I don’t want to miss a thing, clássico de composição da cantora Diane Warren, gravado pela banda norte-americana de rock Aerosmith nos anos 1990. A partir da letra, tiveram a ideia de escrever uma história a ser interpretada junto com a música, que conversasse com o momento atual. Nela, uma mulher está acamada no hospital em seus últimos instantes de vida, aos cuidados de seu companheiro.

Para essa produção, porém, a estrutura do clipe seria muito maior que a prevista no início. Assim, Nelson contou com uma rede de colaboradores e fez investimento do próprio bolso para tirar o projeto do papel. Foram atrás do elenco e, para deixar mais real o cenário contaram com uma clínica de cirurgia plástica como locação.

A interpretação da música também ganhou novos planos. Convidaram a cantora de jazz Carine Luup para o vocal, e uma banda para acompanhá-la, com Nelson na guitarra e Marco ao piano. Foi a volta da musicista aos palcos após a recuperação do coronavírus. “Não sabia se voltaria a cantar como antes. Então esse vídeo foi, entre tantas outras coisas, a volta da Carine. Ela arrasou, cantou muito bem”, destaca Nelson. Além da vocalista, o arranjo ainda foi composto por um coral na segunda voz, com familiares e amigos.

A locação para a banda ocorreu também por empréstimo, na Sede Concórdia, do Clube Curitibano. Ainda contrataram um estúdio para gravação, e tiveram o apoio de um profissional para operar filmagens em drone. “Esse vídeo representa o que acontece quando as pessoas se unem em torno de uma causa”, ressalta Nelson.

A repercusão do projeto

Videoclipe colaborativo
| Divulgação/Bianca Muzzillo

A produção, que ao todo durou dois meses de trabalho, mobilizou pessoas de diversos setores em torno da arte, trazendo um respiro em meio à crise sanitária e econômica. “Começaram a me mandar áudio chorando porque o clipe realmente tocou essas pessoas. E aí você começa a ver que o vídeo teve vários pontos de conexão, porque todo mundo já teve uma história de amor e uma perda, e às vezes está passando por isso agora”, descreve Marco.

A iniciativa dos amigos também mostrou a potência da união em momentos de crise. Segundo Nelson, a produção teve diversos frutos, “profissionais voltando a trabalhar, pessoas se juntando em volta da arte, um clube voltando a receber gente de fora, amizade entre as pessoas, troca de favores. O vídeo é lindo de várias maneiras”, completa.

Confira o clipe:

*Conhece alguma história inspiradora ou algum projeto interessante impulsionado pela quarentena ou pelo isolamento social? Compartilhe com a gente pelo email pino@gazetadopovo.com.br

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Máximo de 700 caracteres [0]