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Início da primavera chega com clima de renovação em Curitiba
| Foto: Alexandre Mazzo/ Gazeta do Povo

A primavera acontece de 22 de setembro a 21 de dezembro e, por tradição, traz consigo um simbolismo de renovação a cada ano. As plantas saem de um período de dormência do inverno para reiniciarem o ciclo de brotação, floração e frutificação. Os dias se tornam mais longos pela presença do sol, as temperaturas sobem, e o clima fica propício para o convívio ao ar livre. Neste ano, porém, a sensação de renovação é ainda mais especial. A mudança de estação coincide com o avanço da vacinação na cidade contra a pandemia do coronavírus, trazendo a esperança de retorno à normalidade.

Nas praças, parques e ruas, a primavera colore a cidade com florações exuberantes, traz consigo o desejo de transformação e vida pulsante depois de um longo inverno com a crise sanitária. Os cuidados continuam, mas as possibilidades de convívio social ensejam roteiros para curtir a estação ao ar livre.

Jardins coloridos nos parques e praças

O Jardim Botânico é o ponto alto de visitação dos canteiros floridos, com plantio temático em prol do Outubro Rosa e em comemoração ao Natal.
O Jardim Botânico é o ponto alto de visitação dos canteiros floridos, com plantio temático em prol do Outubro Rosa e em comemoração ao Natal.| Prefeitura de Curitiba/Divulgação

Chegada a estação das flores, alguns espaços da cidade são imperdíveis para aproveitar a primavera. O diretor de Produção Vegetal da Secretaria do Meio Ambiente, José Roberto Roloff, destaca que o ponto alto para admirar os canteiros e jardins floridos será no Jardim Botânico, que recebe a plantação de cerca de 100 mil mudas. A programação é temática, até final de outubro é possível ver uma composição em tons cor de rosa, em prol da campanha de conscientização do Outubro Rosa, sobre a prevenção do câncer de mama e de colo do útero. De novembro a dezembro, o plantio tem como inspiração as cores do Natal.

Na foto, o parque Tanguá na Primavera.
| Prefeitura de Curitiba/Divulgação

Os demais parques e praças não ficam de fora das atrações primaveris na cidade. Roloff indica ainda a visitação aos parques Tanguá, Tingui, Barigui, Bosque do Alemão e Passeio Público, onde os canteiros e jardins vão estar preenchidos de flores como cravinas, petúnias, tagetes e bocas-de-leão. Essas espécies, além da diversidade de cores que garantem uma atmosfera fascinante para a cidade, são utilizadas pela resistência climática. “Nesse período, se houver uma baixa de temperatura muito grande, como uma geada, elas vão suportar o frio, e se houver um aumento de temperatura, também resistem”, explica.

Floração nas ruas

Arborização de Curitiba durante a primavera.
Com a proximidade da primavera diversas espécies de árvores florescem em Curitiba, como os tradicionais ipês-amarelos que colorem a Rodoviária de Curitiba e tantos outros espaços pela cidade.| Prefeitura de Curitiba/Divulgação


Mas a primavera acontece em toda a cidade. Para apreciar a estação sem se deslocar para algum ponto específico, basta ter atenção às ruas e bairros, onde é possível curtir diversas espécies de árvores que há longa data exibem seus encantos a cada ciclo anual. A mais famosa dessa estação é o ipê-amarelo, variedade abundante no Jardim das Américas, Alto da XV, Juvevê e Bacacheri.

Outra espécie que floresce na primavera é a corticeira, árvore ornamental também chamada bico-de-papagaio, pelas inflorescências avermelhadas que se assemelham ao bico da ave. Podem ser vistas na Praça Nossa Senhora de Salette, próximo à sede do Governo do Estado, e na Av. Iguaçu, depois do cruzamento com a Av. República Argentina.

Ainda na região do bairro Água Verde, quem passa pela Av. Getúlio Vargas pode admirar os cachos amarelos das tipuanas, espécie nativa da América do Sul. Pelo grande porte, é possível que as flores sejam mais visíveis na copa das árvores, mas a atração fica completa quando se desprendem ao chão. “Às vezes, as folhas acabam obstruindo a visão, mas depois a gente percebe, quando as flores caem no gramado, na calçada, que formam tapetes amarelos muito bonitos”, descreve Roloff. Curitiba possui quatro unidades dessa espécie tombadas como Patrimônio Histórico do Paraná, que formam um portal, com duas de cada lado da rua Ébano Pereira, no centro da cidade.

Galhos floridos em amarelo e rosa.
Ipês amarelos e roxos podem ser vistos pela cidade. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Também florescem nesta estação as flores brancas da espécie pata-de-vaca, presente no início da Av. Dr. Dário Lopes dos Santos, no Jardim Botânico, e na Av. Prefeito Maurício Fruet, no Cajuru. Ainda, espalhadas por toda a cidade estão as extremosas, árvores de pequeno porte que na primavera colorem Curitiba com pompons em tons de branco, rosa e lilás. Podem ser vistas nos bairros Guabirotuba, Batel, Centro e Alto da XV, em ruas como José de Alencar, Sete de Abril, Bom Jesus, XV de Novembro e Voluntários da Pátria.

Dessas espécies, algumas florações podem ser vistas desde o início de setembro, e se estendem até o final do ano, a depender das condições climáticas. Segundo Roloff, a severa estiagem no estado neste ano pode atrasar o ciclo de determinadas plantas. “Por exemplo, a tipuana precisa de bastante água para floração, se não estiver chuvoso na época, vai retardar um pouco mais a brotação e, consequentemente, a florada”, explica.

Tempo de renovação

Ipê amarelo florido e folhas sobre o chão.
A florada dos ipês amarelos acontece em agosto, anunciando a proximidade da estação.

Ainda que a mudança de clima não seja o único determinante comportamental de um indivíduo, que é resultado de diversas influências e experiências de vida, de acordo com o professor do Departamento de Medicina Forense e Psiquiatria da UFPR, João Guilherme Fiorani Borgio, cinco fatores podem alterar no comportamento humano na passagem do inverno para a primavera e verão: a melhora do humor, estabilidade do apetite e de duração do sono, aumento de energia e de interação social. Essas mudanças estão associadas ao maior tempo e intensidade de exposição luminosa, com dias mais longos e de luz solar mais forte, que influenciam no ritmo de produção de neurotransmissores associados à regulação do sono, do humor, da ansiedade e do prazer, como a melatonina, a serotonina e a dopamina.

Nesse sentido, o avanço da vacinação e a esperança de retomada do convívio social vêm em boa hora com a mudança de estação, uma vez que com a passagem do inverno as pessoas tendem a apresentar mais energia e vontade de interação. “Eu acho que essa coincidência do pico de vacinação ocorrer agora na primavera é uma coincidência boa, porque, justamente quando a tendência das pessoas é melhorar o humor, vai ser quando vão poder sair mais nas ruas”, opina Borgio.

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