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Delação na Carne Fraca pode comprometer bancada do PMDB do Paraná

Ex-superintendente do Ministério da Agricultura disse que o esquema no mercado frigorífico abasteceu a campanha eleitoral de pelo menos quatro deputados

  • Da Redação
Potencial delator está na carceragem da Polícia Federal, desde que foi preso na Operação Carne Fraca, em março. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Potencial delator está na carceragem da Polícia Federal, desde que foi preso na Operação Carne Fraca, em março. Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
 
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Uma delação premiada que estaria sendo negociada na operação Carne Fraca, que apura irregularidades no mercado frigorífico brasileiro, tem potencial para atingir em cheio a bancada de deputados federais do PMDB do Paraná. De acordo com reportagem do portal UOL , o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no estado Daniel Gonçalves Filho disse, em conversas preliminares para fechar o acordo, que o esquema de corrupção abasteceu campanhas eleitorais de Osmar Serraglio, Hermes “Frangão” Parcianello, João Arruda e Sergio Souza.

Como mostrou a Gazeta do Povo, os deputados peemedebistas assinaram um documento em 2015 pedindo que o Ministério da Agricultura nomeasse Gonçalves Filho para a superintendência no Paraná. Ele é um dos personagens centrais da Carne Fraca, operação deflagrada em março que aponta pagamentos de propinas e irregularidades na comercialização de carne no Brasil. Serraglio também aparece em um dos grampos da investigação chamando Gonçalves Filho de “grande chefe”, para então perguntar sobre o andamento da fiscalização em um frigorífico. Quando a operação estourou, Serraglio era ministro da Justiça e disse que a gravação telefônica prova que ele não interferiu no trabalho dos fiscais e comentou que o tratamento dado ao então superintendente era casual.

Ainda de acordo com a reportagem do portal, Gonçalves Filho tem recebido visitas – na carceragem da Polícia Federal, onde está preso desde março – de enviados da Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo de delação estaria em estágio avançado e, caso seja concluído, seria analisado, para eventual homologação, pelo ministro Dias Tóffoli, encarregado no Supremo Tribunal Federal (STF) de avaliar os processos que envolvem pessoas com direito a foro privilegiado. Ainda não foram divulgadas informações sobre o conteúdo dos documentos que teriam sido entregues por Gonçalves Filho.

Outro lado

Em resposta ao UOL, Serraglio, Parcianello e Arruda negaram o envolvimento nas denúncias de irregularidades. Arruda disse ter recebido a informação com surpresa e que espera rigor na investigação. Serraglio e Parcianello afirmaram que a arrecadação de campanha está dentro da lei e declarada à Justiça Eleitoral. Souza ainda não se pronunciou sobre o caso.

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