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Depois do bate-boca no grupo da bancada do PSL no WhatsApp entre Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselman, o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), entrou em campo para serenar os ânimos, mas a disputa deixou rusgas.

Ambos eleitos deputados federais por São Paulo, Eduardo e Hasselman tiveram uma reunião na manhã desta terça-feira (11) no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede do governo de transição. Na saída, ela publicou nas redes sociais uma selfie ao lado dele fazendo um coração com as mãos.

Eduardo Bolsonaro não fez postagens públicas. Relatou a aliados que as arestas pareciam aparadas. A bancada do PSL se reunirá com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na quarta-feira (12).

Segundo a reportagem apurou, ainda na semana passada, Onyx pediu a Hasselman que conversasse com o filho do presidente. 

Eduardo Bolsonaro estava em Foz do Iguaçu (PR) para a Cúpula Conservadora das Américas e nesta terça eles enfim se encontraram em Brasília.

“O problema que nós temos, que não é um problema, é uma solução, é que temos muita gente boa e capacitada que estava trabalhando em paralelo”, disse Hasselman.

“Eu trabalhando, Eduardo trabalhando, [deputado goiano do PSL Delegado] Waldir trabalhando, e faltou simplesmente uma conversa. A minha ideia é sempre somar.”

A deputada eleita tenta se viabilizar para assumir a liderança do PSL na Câmara, mas, na opinião de colegas, foi pouco jeitosa. Citam, além do entrevero com o filho do presidente, momentos em que ela disse no grupo que não tratava com dirigentes regionais ou não respeitava a opinião dos demais.

Desde a eleição, Hasselman se tornou desafeto público do deputado federal Major Olímpio (PSL-SP), que se elegeu senador por São Paulo. Delegado Waldir é aliado de Olímpio e tem apoio de seu grupo para se eleger líder do PSL na Câmara.

“Se existe um lado bom em uma coisa ruim, que é essa briga e esse vazamento, é a unidade que gerou entre todos os parlamentares”, comentou Olímpio. Seu grupo diz que a votação para líder da bancada do PSL terá resultado unânime.

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No bate-boca por WhatsApp na quinta-feira passada (6), Eduardo Bolsonaro escreveu que “salta aos olhos a intenção da Joice de ser líder [do partido] e assim como já demonstrou na época da campanha ela atropela qualquer um que esteja à frente de seus objetivos”.

“Joice, sua fama já não é das melhores. A continuar assim vai chegar com fama ainda maior de louca no Congresso. Favor não confundir humildade com subordinação. Liderança é algo automático, não imposto”, disse ele.

A deputada eleita respondeu que não admitia que Eduardo falasse com ela dessa forma. “Não te dei liberdade pessoal nenhuma, portanto, ponha-se no seu lugar. Minhas discussões aqui são políticas e não pessoais. Se formos discutir a questão ‘fama’, a coisa vai longe. Então não envergonhe o que seu pai criou.”

Hasselman afirmou então que Eduardo falha na liderança do partido na Câmara e que a articulação do PSL -sigla que elegeu 52 dos 513 deputados - no Congresso está “abaixo da linha de miséria”.

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