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Bolsonaro apaga tuíte sobre indicação sem capacidade técnica e rebate escolha de amigo para cargo na Petrobras

O presidente escolheu a rede social para distribuir cutucadas sobre a indicação de Carlos Victor Guerra Nagem para um cargo no segundo escalão da Petrobras

  • São Paulo
  • Estadão Conteúdo e Folhapress
 | EVARISTO SA/AFP
EVARISTO SA/AFP
 
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O canal preferido do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o Twitter, teve algumas polêmicas entre esta quinta (10) e sexta-feira (11). Primeiro, ele divulgou a indicação de um “amigo particular”, Carlos Victor Guerra Nagem, para um cargo na Petrobras e cutucou que “a era do indicado sem capacitação técnica acabou”. Esse tuíte foi apagado, mas a polêmica da nomeação do amigo não. Tanto que nesta manhã ele voltou à rede social pedindo desculpas à imprensa “por não estar indicando inimigos para postos em meu governo”.

Ao divulgar a indicação de um “amigo particular” para a gerência executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro publicou uma mensagem no Twitter afirmando que a “a era do indicado sem capacitação técnica acabou”. A publicação, no entanto, foi apagada e trocada por outra sem esse trecho.

“A era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!”, escreveu Bolsonaro em post publicado às 23h16 de quinta-feira (10) com uma descrição do currículo do indicado. Em 2016, o presidente havia se referido ao escolhido como “amigo particular”.

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Após apagar a mensagem, outra foi publicada às 23h59 com um novo texto: “A seguir o currículo do novo Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, mesmo que muitos não gostem, estamos no caminho certo!”.

Crítica à imprensa

Além da defesa da indicação desse amigo, Bolsonaro voltou a criticar a imprensa. Na manhã desta sexta-feira (11), Bolsonaro voltou ao Twitter para justificar a indicação de Victor Nagem. “Apesar de brilhante currículo, setores da imprensa dizem que ele é apenas ‘amigo de Bolsonaro’”, tuitou.

Foi o próprio Bolsonaro que apontou Nagem como um “amigo particular” durante campanhas políticas. Cargos para o qual ele foi indicado, de gerências executivas, formam o segundo escalão na hierarquia da Petrobras, abaixo apenas da diretoria, com salário em torno de R$ 50 mil – a estatal não divulga os vencimentos de seus empregados.

A empresa defende a indicação dizendo que Nagem é empregado da companhia há cerca de 11 anos e tem o currículo adequado para a vaga. Atualmente lotado em Curitiba, o novo gerente nunca havia ocupado cargo comissionado na estatal. A informação foi revelada pelo site O Antagonista e confirmada pela reportagem na noite de quinta-feira (10).

Bolsonaro se valeu de ironia ao se desculpar por não escolher inimigos para cargos públicos. “Peço desculpas à grande parte da imprensa por não estar indicando inimigos para postos em meu governo!”, escreveu.

Nomeações polêmicas

No início da semana, o presidente criticou as escolhas feitas por governos anteriores ao mencionar contratos de bancos públicos – como o BNDES – afirmando que eram escolhidos os “amigos do rei”.

Na noite de quinta, Bolsonaro postou nas redes sociais a imagem de nota da Petrobras com o currículo de Nagem. “A era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!”, escreveu o presidente.

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Nagem já se candidatou a cargos públicos pelo PSC duas vezes sob a alcunha Capitão Victor, em referência a seu histórico na Escola Naval, mas não conseguiu votos suficientes para se eleger em nenhuma das duas ocasiões.

Em 2002, disputou vaga de deputado federal pelo Paraná e em 2016, a vereador da capital paranaense. Nessa campanha, contou com o apoio do atual presidente da República, que aparece em vídeo pedindo votos para aquele que chama de “amigo particular”.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, negou que a indicação tenha motivação politica. Ele defendeu a experiência de Nagem na área, dizendo que o indicado trabalha há seis anos na área de segurança empresarial da Petrobras. “Não recebi pedido ou indicação de ninguém”, disse. “Escolhi a melhor pessoa que entrevistei.”

Outro episódio envolvendo indicações para cargos em estatais foi protagonizado pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Um de seus filhos, Hamilton Rossell Mourão, mais do que triplicou o salário ao ser escolhido para a assessoria especial do presidente do Banco do Brasil.

Com a ascensão no banco público, o filho do vice passará a ganhar R$ 36,3 mil, o triplo de seu atual salário. A nova função equivale a um cargo de executivo. Assim como o presidente, Mourão justificou a escolha de seu filho por seu currículo e pelo fato de ele estar há 11 anos como assessor na área de agronegócio da instituição, função pela qual recebia um salário de cerca de R$ 12 mil mensais.

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