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Em eleição tumultuada, Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

Eleição de Alcolumbre consolida latifúndio político do DEM. Partido já ocupa três ministérios do governo Bolsonaro e o comando da Câmara dos Deputados, com a reeleição de Rodrigo Maia

  • PorKelli Kadanus, Olavo Soares e Célio Martins
  • Brasília
  • 02/02/2019 18:24
Senador  pelo Amapá Davi Alcolumbre foi eleito presidente do Senado após desistência de quatro candidatos, inclusive Renan Calheiros, seu principal adversário. | Geraldo Magela/Agência Senado
Senador pelo Amapá Davi Alcolumbre foi eleito presidente do Senado após desistência de quatro candidatos, inclusive Renan Calheiros, seu principal adversário.| Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em uma eleição marcada por muita confusão, recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) e suspeita de tentativa de fraude na votação, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito neste sábado (2) presidente do Senado Federal para o biênio 2019-2020. Ele obteve 42 votos e consolidou o latifúndio político do DEM, que além de ter o comando de três ministérios no governo Jair Bolsonaro, garantiu também a presidência da Câmara, com a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). De quebra, Alcolumbre assume também a presidência do Congresso Nacional.

Ele venceu a votação após retirada da candidatura do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que tentava presidir a Casa pela quinta vez e era considerado seu principal adversário na disputa. Esta é a primeira vez que o partido com a maior bancada do Senado (o MDB) não elegeu o presidente do Senado.

No total, 77 parlamentares votaram. Esperidião Amin (PP-SC), teve 13 votos, Ângelo Coronel, oito, José Reguffe (Sem partido-DF), seis, e Fernando Collor (PROS-AL), três votos. Cinco votos foram registrados para Renan porque ele anunciou sua desistência durante o processo de votação.

A candidatura de Alcolumbre ganhou impulso com o clima anti-Renan que se instalou no Senado nas últimas semanas. O pleito foi o mais concorrido desde a redemocratização, já que nove senadores registraram candidatura na sexta-feira (1°) – a eleição mais concorrida até então teve três candidatos –, mas três candidatos declinaram da candidatura a fim de reforçar a oposição a Renan Calheiros, que se fortaleceria com as candidaturas fragmentadas. Major Olímpio (PSL-SP), Álvaro Dias (Pode-PR) e Simone Tebet (MDB-MS), que tinha lançado candidatura avulsa, desistiram da eleição para apoiar Alcolumbre.

A sessão foi suspensa na sexta-feira, depois que 50 senadores votaram para a realização de voto aberto. Na madrugada deste sábado, no entanto, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, atendeu pedido dos partido Solidariedade e MDB, determinando que a votação deveria ser secreta.

Diante da decisão do presidente do STF, muitos senadores que defendiam a votação aberta passaram a anunciaram publicamente em votou e a exibir a cédula antes de colocá-la na urna. Terminada a votação, uma nova confusão se instalou no plenário: contados os votos verificou-se que havia 82 votos - 80 dentro de envelopes e dois sem envelope. Como são 81 senadores, a decisão foi anular a votação, triturar todos os votos e refazer todo o processo.

Reiniciada a segunda votação, quando tudo parecia transcorrer com normalidade, o senador Renan Calheiros pediu a palavra e, depois de protestar contra os colegas que estavam abrindo o voto, anunciou a retirada de sua candidatura. Apesar do apelo de outros candidatos, como Esperidião Amin, que queriam anular o processo e recomeçar tudo de novo, inclusive abrindo para novas candidaturas, a decisão foi de dar continuidade à votação.

Apesar de o governo não ter anunciado apoio publicamente, o senador do Amapá disputou o cargo incentivado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). Ele também teve o apoio oficial do ministro da secretaria-geral da Presidência, Gustavo Bebbiano, e chegou a se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Alguns senadores afirmaram, nos bastidores, que Alcolumbre se apresentava como candidato do governo à presidência do Senado ao pedir votos. 

O mandato de Alcolumbre à frente do Senado e, por consequência, do Congresso Nacional, vai até fevereiro de 2021.

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