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Operação da PF investiga senador Ciro Nogueira e compra de apoio político para o PT

Em delação, irmãos Joesley e Wesley Batista disseram ter repassado R$ 42 milhões para que o partido de Nogueira, o PP, apoiasse Dilma em 2014 e evitasse o impeachment em 2016

  • São Paulo
  • Estadão Conteúdo
  • Atualizado em às
Ciro Nogueira teria recebido dinheiro vivo de corrupção. | Moreira Mariz/Agência Senado
Ciro Nogueira teria recebido dinheiro vivo de corrupção. Moreira Mariz/Agência Senado
 
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A Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta sexta-feira (22) buscas em endereços ligados ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). A Operação Compensação pretende avançar nas investigações do inquérito que apura o repasse de R$ 42 milhões do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista , para que o PP apoiasse o PT nas eleições presidenciais de 2014 e para que não desembarcasse do governo em 2016, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

A operação foi autorizada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso foi relatado pelos delatores da JBS em depoimentos à Procuradoria-Geral da República (PGR). Cerca de 30 policiais federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, Brasília e São Paulo.

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Os pagamentos teriam sido feitos por meio de doações eleitorais oficiais e por meio de um supermercado no Piauí. Há também relatos de entrega de dinheiro vivo a Ciro Nogueira. Outro investigado é o ex-ministro petista Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social da Presidência), atual prefeito de Araraquara (SP), que teria aprovado os pagamentos.

“Verifica-se nos autos existência de indícios mínimos aptos a motivar a abertura de investigação no âmbito dessa Corte sobre o pagamento de vantagens indevidas, no ano de 2014 e 2017, em beneficio do Senador da Republica Ciro Nogueira Lima Filho para que seu partido apoiasse o governo nas eleições presidenciais, bem como não agisse contra a então Presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment instaurado no Congresso Nacional”, afirmou a procuradora-geral Raquel Dodge ao abrir a investigação.

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A defesa de Ciro Nogueira emitiu nota sobre a operação: “A Defesa do Senador Ciro Nogueira vem denunciar, mais uma vez, o direito penal do espetáculo. O que está sendo apreendido nesta busca e apreensão é o que foi recentemente restituído pelo Supremo Tribunal em virtude de outra operação que não resultou em Ação Penal, o Supremo rejeitou a denúncia, pois baseada tão somente na palavra de outro delator. Tal constrangimento poderia ser evitado com a simples intimação do Senador para prestar esclarecimento pois , é evidente, este sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário”.

A reportagem não conseguiu contato com Edinho Silva. Em outras ocasiões, contudo, ele negou ter cometido qualquer irregularidade.

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