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Lava jato

Pré-candidatos à Presidência comentam vaivém sobre libertação de Lula

Por meio de redes sociais e notas à imprensa, a maioria dos pré-candidatos à Presidência criticou as sucessivas decisões da Justiça nesta tarde

  • São Paulo
  • Estadão Conteúdo e Folhapress
Luiz Inácio Lula da Silva segue preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. | NELSON ALMEIDA/AFP
Luiz Inácio Lula da Silva segue preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. NELSON ALMEIDA/AFP
 
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Em posts publicados em suas redes sociais, pré-candidatos à Presidência da República comentaram neste domingo (8), o alvará de soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, num prazo de cinco horas, foi concedido e revogado por desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região.

Após o desembargador Rogério Favreto conceder habeas corpus a Lula por volta das 9h no plantão deste domingo, o relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, anulou a liminar pouco depois das 14h. Agora há pouco, Favreto voltou a determinar a libertação de Lula.

LEIA TAMBÉM:Em nova reviravolta, desembargador reafirma decisão de soltar Lula

Ao falar sobre o caso, a pré-candidata da Rede, Marina Silva, escreveu em sua conta no Twitter que a atuação excepcional de um plantonista não deveria provocar turbulências políticas que coloquem em dúvida a autoridade de decisões judiciais colegiadas.

O ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB, ressaltou que o Brasil precisa de ordem e segurança jurídica em todas as áreas. “Não podemos transformar o sistema de justiça em fator de instabilidade. Ao contrário, o Judiciário deve ser ponto de equilíbrio”.

Mais enfático, o senador Álvaro Dias, pré-candidato do Podemos, escreveu que o despacho de Favreto provoca anarquia no Judiciário e causa “indignação e revolta na sociedade”. Ele lembrou ainda que o desembargador era filiado ao PT antes de se tornar juiz. “Decisão de soltura de Lula, que anarquiza o Judiciário e causa indignação e revolta na sociedade, é responsabilidade de um desembargador aloprado que serviu a governos petistas”, postou o ex-governador do Paraná no Twitter.

Ao jornal Folha de S.Paulo, Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL, comparou a situação à situação do Brasil pré-1964. “Nós estamos, eu entendo, num período pior que o pré-1964. Porque a esquerda naquela época não estava tão aparelhada como está hoje. Eles achavam que estavam bem, mas não estavam”, afirmou. “As instituições estão aparelhadas, isso não é novidade. O Lula e o Zé Dirceu poderiam ter saído do país há muito tempo, se não saíram é porque têm uma carta na manga. Eu não estou preocupado com a eleição, estou preocupado com o futuro do Brasil”

Em nota encaminhada à imprensa, o ex-ministro Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB, disse ser absolutamente contra a politização da Justiça. “O sistema judicial é pilar da nossa democracia, e o respeito às normas processuais é essencial”, declarou.

A favor de Lula, o pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, chamou de “chicana” as manobras do juiz Sergio Moro e do desembargador Gebran Neto para anular o habeas corpus de Lula. “Nunca se viu um juiz e um desembargador de férias atuarem com tamanha prontidão para revogar uma decisão judicial”, comentou Boulos, acrescentando que o episódio comprova a “partidarização do Judiciário”.

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