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No programa Última Análise desta quinta-feira (22), os convidados falaram sobre a petição conjunta dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a abertura dos sigilos de pessoas e empresas ligadas aos candidatos. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em seguida, decidiu que não cabe ao TSE decidir a questão e liberou a divulgação das informações, a dois dias do pleito final.
O escritor Francisco Escorsim resume a campanha de 2026 como a "pior campanha eleitoral" da história. "Os programas não foram, de fato discutidos, e até pela forma que os algoritmos foram usados, cada um falou para a sua própria bolha", ele resume.
Também na tarde de ontem (22), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques deu o prazo de 24 horas para a empresa Meta fazer um “pente-fino” no canal “Exército de Lula”, comandado pelo deputado Janones (Rede).
"Nunes Marques chega tarde demais para fazer qualquer coisa e se trata de um teatro do ministro. A bem da verdade, o tal 'exército do Janones' só fez uma mobilização dentro da bolha", diz Escorsim.
Inquérito de Moraes contra Flávio
Para completar o "vale-tudo" da reta final de campanha, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, tentou uma última cartada para tentar uma sobrevida. Trata-se do inquérito que investiga a lavagem de dinheiro supostamente praticada pelo advogado Willer Tomaz em parceria com Flávio.
"É uma tentativa de abafar o caso da lobista Roberta Luchsinger e, para isso, eles fazem uma falsa equivalência entre os casos de Lula e Flávio. Este é o tribunal que se mete em todas as questões, vale lembrar", critica a advogada Fabiana Barroso.
O jurista Enio Viterbo ressalta a coincidência do caso do candidato conservador cair justamente no algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Parece-me que este inquérito será utilizado como moeda de troca, ou uma forma de pressão, contra o candidato Flávio", ele diz.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



