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Escola de samba

Acadêmicos de Niterói é rebaixada no Carnaval do Rio com homenagem a Lula

Acadêmicos de Niterói é rebaixada no Carnaval do Rio com homenagem a Lula
Com homenagem a Lula, Acadêmicos de Niterói é rebaixada no Carnaval do Rio. (Foto: EFE/Antonio Lacerda)

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A Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi rebaixada nesta quarta-feira (18) do Grupo Especial para a Série Ouro no Carnaval do Rio de Janeiro. A escola de samba ficou em último lugar, com 264,6 pontos, e recebeu apenas duas notas 10, de dois dos jurados, no quesito samba-enredo.

Após cair para o grupo de acesso, a Acadêmicos de Niterói divulgou uma imagem do desfile nas redes sociais. "A arte não é para covardes. Comunidade, vocês foram gigantes. Quanto vale entrar para a história?", diz a publicação.

Em sua estreia no Grupo Especial, a agremiação apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” para contar a história do petista. Lula acompanhou o desfile do camarote da Prefeitura do Rio no último domingo (15).

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A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, desistiu de sair como destaque de um dos carros alegóricos diante das inúmeras ações apresentadas na Justiça Eleitoral contra o desfile.

Antes do Carnaval, a oposição acionou a Justiça Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontando suposta propaganda eleitoral antecipada, mas todas as ações foram rejeitadas. O partido Novo pedirá a inelegibilidade do presidente ao TSE.

A Acadêmicos de Niterói fez menções ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como palhaço e presidiário durante o desfile.

Após desfile sobre Lula, Acadêmicos de Niterói disse sofrer “perseguição”

Um dia depois de homenagear Lula na Sapucaí, a Acadêmicos de Niterói disse ter enfrentado perseguição política e "ataques de setores conservadores e, de forma ainda mais grave, de gestores do Carnaval carioca".

“Houve tentativa de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar", afirmou a escola, em nota.

A agremiação recebeu R$ 1 milhão após o Ministério da Cultura e a Embratur firmarem um Termo de Cooperação Técnica firmado com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). O acordo, no valor total de R$ 12 milhões, atendeu as 12 escolas do Grupo Especial, com R$ 1 milhão cada.

"Família em Conserva"

A agremiação foi alvo de críticas após apresentar o carro alegórico “Conservadores em Conserva”, que trazia componentes fantasiados de latas e xícaras ridicularizando a Bíblia, os evangélicos e o agronegócio.

Em resposta, representantes da direita lançaram a trend "Família em Conserva", postando fotos de família em latas de conserva. O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) classificou o desfile como um “desastre total”.

“Um ataque deliberado às famílias. É um desastre total. Fica muito difícil de o povo não acreditar que Lula não soubesse que haveria essa ala”, afirmou em entrevista ao SBT News nesta quarta (18).

Para o presidente do PT, Edinho Silva, a reação é “ridícula” e uma tentativa de desviar o foco de discussões relevantes para o país. Ele minimizou uma possível nova crise com os evangélicos.

“Tentar desgastar o presidente politicamente por conta das escolhas de alegorias da Acadêmicos de Niterói chega às raias do ridículo. O povo brasileiro merece um debate político mais qualificado”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Senadores da oposição apresentaram uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) pela forma como os evangélicos foram representados pela agremiação. O grupo acusa a escola por suposto crime de preconceito equiparado ao racismo.

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