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Uma empresa em nome do vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, que pertence ao banqueiro Daniel Vorcaro, e da gestora de recursos Reag, também envolvida no escândalo financeiro, segundo informações bancárias registradas no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e divulgadas nesta quarta-feira pelo jornal O Globo. ACM Neto confirmou em nota ter recebido os valores (leia mais abaixo).
Os recursos foram transferidos ao ex-prefeito de Salvador entre o fim das eleições de 2022 e maio de 2024, a título de remuneração por serviços de consultoria. ACM Neto declarou ter recebido o dinheiro quando já não exercia funções públicas. Ele citou a realização de diversas reuniões como prova de que os serviços contratados foram realizados.
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ACM Neto afirmou ainda que não existia, na época dos fatos, nada contra as empresas em questão e criticou a divulgação de informações “seletivas” e “fragmentadas”.
Confira na íntegra a nota de ACM:
"No final do ano de 2022, quando não mais exercia qualquer cargo público, constituí a empresa A&M Consultoria LTDA. A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a Reag.
Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes.
Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação. Além disso, no período da prestação de serviços, não existia nenhum fato que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado.
Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados. Estou totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado.
De todo modo, não posso deixar de registrar o estranhamento que causa o vazamento seletivo e fragmentado de um documento que condensa informações protegidas por sigilo bancário e fiscal, ao qual não tive acesso e estou tendo notícia da existência pela imprensa, razão pela qual sequer posso fazer algum juízo acerca da sua correção."









