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A equipe de defesa de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, criticou nesta sexta-feira (27) o relatório final da CPMI do INSS, que indiciou o filho do presidente e mais outras 217 pessoas. Para os advogados, os trabalhos da CPMI não trouxeram “indícios” provas ou elementos contra Lulinha.
Para o advogado amigo da família Marco Aurélio de Carvalho, os trabalhos da CPMI demonstram seu vínculo com interesses político-eleitorais. “A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator e vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma típica pela Constituição Federal ao parlamento brasileiro. Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente. Mas o que esperar de um circo, senão uma palhaçada”, declarou Carvalho.
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Carvalho comentou ainda que Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS. Para outro integrante da equipe de defesa de Lulinha, chamou atenção o uso de material oriundo de reportagens jornalísticas no texto do relatório final do colegiado.
“É um documento que traz extremo desconforto, extremo desagrado, mostrando que não houve investigação e não há sustentação dos pedidos feitos no próprio relatório. Eles reproduzem matérias publicadas na imprensa, o que apresenta de fatos é absolutamente nada”, disse Guilherme Suguimori.
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva; o ex-ministro Carlos Lupi, da Previdência Social do governo do petista; e o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, são três dos principais nomes entre as 218 pessoas que a CPMI do INSS pediu o indiciamento nesta sexta-feira (27), durante a última sessão marcada por fortes e acaloradas discussões entre parlamentares.
De acordo com o parecer do relator, há indícios suficientes para recomendar o indiciamento de Lulinha por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva. O documento sustenta que a conclusão se baseia em provas reunidas ao longo das investigações da comissão, além de informações compartilhadas por órgãos de controle e decisões judiciais relacionadas ao caso.








