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O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB) telefonou, nesta quarta-feira (28), para o vice-presidente da China, Han Zheng. De acordo com a nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a conversa durou cerca de 30 minutos. Ainda de acordo com a nota, Alckmin "demonstrou preocupação" em relação à taxa de 55% imposta pelo país asiático à carne bovina brasileira.
"O presidente em exercício demonstrou preocupação com as salvaguardas aplicadas pela China às exportações de carne bovina, ressaltando a relevância do setor pecuarista para a economia brasileira e enfatizou ao vice-presidente chinês a importância do tema para o governo brasileiro", diz o comunicado.
O presidente Lula (PT) está no Panamá, onde participará do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, apelidado de "Davos da América Latina". O petista não participou da versão original, o Fórum Econômico Mundial em Davos. Em vez disso, designou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, para representar o país no evento.
No telefonema, as autoridades ainda "trataram das oportunidades de investimentos nos dois países, com destaque para as áreas de infraestrutura, tecnologia, inovação e sustentabilidade" e "reafirmaram o compromisso mútuo de preservar o diálogo com vistas à ampliação e diversificação das relações comerciais entre Brasil e China."
Ao final, Alckmin convidou Zheng para vir ao Brasil e participar da próxima reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). A data ainda não foi definida.
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Ligação ocorre após tratativas entre Lula e Trump
Lula, por sua vez, se comprometeu a visitar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em março. No telefonema, o petista ainda pediu para que Trump inclua, em seu conselho de paz, um assento para a Palestina, e que mantenha o escopo do órgão apenas na questão de Gaza.
Outro tópico inserido por Lula foi o da prisão do ditador Nicolás Maduro. "O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", apontou o Planalto.




