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Integração de operações

André Mendonça manda Alcolumbre devolver dados de Vorcaro para PF e CPMI do INSS

André Mendonça assumiu relatoria do Caso Master após saída de Toffoli, mas já conduzia inquérito sobre fraudes no INSS.
André Mendonça assumiu relatoria do Caso Master após saída de Toffoli, mas já conduzia inquérito sobre fraudes no INSS. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta sexta-feira (20), que a Presidência do Congresso Nacional, chefiada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), devolva à Polícia Federal (PF) e que esta encaminhe à CPMI do INSS todos os documentos de prova obtidos nas quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A decisão ainda especifica que a Presidência não deve guardar cópia das provas.

"No presente caso, os elementos probatórios outrora obtidos por iniciativa da CPMI revelam pertinência temática com os fatos investigados pela mesma e mostram-se potencialmente relevantes para a elucidação de esquema fraudulento de elevada repercussão social, envolvendo prejuízos a milhões de beneficiários da previdência social. Tal circunstância evidencia, assim, a presença do interesse público qualificado apto a justificar o compartilhamento das informações", diz a decisão.

Mendonça determina ainda a integração entre as equipes da Operação Sem Desconto e da Operação Compliance Zero, em meio às suspeitas sobre o envolvimento de Vorcaro no esquema de descontos indevidos. O magistrado pede ainda que haja cuidado quanto à preservação da cadeia de custódia.

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Com a decisão, a comissão pode conseguir acesso aos elementos que levaram a PF a pedir a suspeição do ministro Dias Toffoli no caso Master. O relatório inclui, segundo vazamentos da imprensa, mensagens entre Toffoli e Vorcaro, inclusive citando pagamentos. Mendonça reforma, com isso, mais uma de seu antecessor no inquérito, sinalizando uma mudança de postura na condução do caso.

Para Mendonça, a decisão de Toffoli restringe a autonomia da CPMI para investigar as fraudes nos descontos associativos. Com o acesso liberado apenas à PF e ao colegiado, o magistrado espera "conferir maior organicidade à atividade investigativa, potencializando a eficiência tanto da investigação parlamentar quanto da própria Polícia Federal".

Apesar de expor Vorcaro à CPMI com a liberação dos documentos, Mendonça decidiu, nesta quinta-feira (19), que o empresário não é obrigado a prestar depoimento aos parlamentares. O ministro invocou o princípio constitucional que garante ao réu o direito de não produzir provas contra si próprio. O depoimento está previsto para a próxima segunda-feira (23).

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