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ANPD abre canal para denúncias contra redes sociais por descumprimento de decretos de Lula

Agência tratará relatos de forma conjunta, mas avisa que casos excepcionais podem receber atenção individual.
Agência tratará relatos de forma conjunta, mas avisa que casos excepcionais podem receber atenção individual. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) lançou nesta segunda-feira (5) um canal para que pessoas e empresas denunciem as redes sociais por descumprimento de dois decretos do presidente Lula (PT) que regulamentam o Marco Civil da Internet.

De acordo com o órgão, as denúncias serão consideradas pela fiscalização e podem culminar em alterações nas normas sobre a internet no Brasil. Elas serão analisadas em conjunto, para que a agência possa identificar padrões de descumprimento e avaliar se é necessário ampliar a fiscalização ou abrir uma investigação. Casos considerados mais graves ou com potencial de impacto coletivo poderão ser tratados individualmente.

O sistema permite a elaboração de denúncias anônimas, que só serão levadas em conta caso haja elementos suficientes para comprovar ou permitir a verificação dos fatos relatados.

Veja o que pode ser alvo de denúncia

A ANPD inclui, na página inicial de denúncias, uma lista de exemplos de descumprimento dos decretos de Lula. Um deles é a própria ausência de um canal interno para receber relatos de conteúdo ilícito. Também podem ser denunciadas empresas que não confirmem o recebimento das manifestações ou não informem sobre meios de contestar a decisão.

O usuário também pode acionar a agência caso entenda que houve falha na detecção e remoção de conteúdo, como as postagens sexuais de terceiros ou a geração dos chamados deepfakes, uso da Inteligência Artificial para gerar imagens eróticas a partir de fotos comuns. Há, ainda, a possibilidade de denunciar a ausência de representante legal no país.

O acesso é feito utilizando uma conta do Gov.br. Logo no início, o usuário deve selecionar se a denúncia se refere ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente ou ao Marco Civil da Internet. Em seguida, a ANPD avisa que o relato pode ser compartilhado com a plataforma denunciada.

Ao final do formulário, a agência avisa ainda que não enviará uma resposta e que, caso haja menção a crimes, o caso será encaminhado às autoridades competentes.

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