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Sucessão na ONU

Após recuo do Chile, Lula mantém apoio a Bachelet para secretária-geral da ONU

A então candidata presidencial chilena Michelle Bachelet em encontro com Lula, em 2013, na cidade de Santiago
A então candidata presidencial chilena Michelle Bachelet em encontro com Lula, em 2013, na cidade de Santiago. (Foto: EFE/Mario Ruiz/Arquivo)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil continuará apoiando a candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mesmo após o governo chileno retirar o endosso oficial à ela.

A posição brasileira foi reafirmada neste sábado (28), por meio de uma publicação nas redes sociais de Lula. O presidente declarou que o Brasil mantém o apoio “em conjunto com o México” e elogiou a trajetória da ex-presidente chilena. Segundo ele, Bachelet é “altamente qualificada e tem o melhor currículo para a função”. 

Lula também destacou a experiência internacional da candidata, afirmando que ela “tem todas as credenciais” para comandar a ONU, ressaltando sua atuação como ex-presidente do Chile e ex-alta comissária de direitos humanos da organização. 

Nos últimos meses, Lula tem buscado ampliar a base de apoio à candidatura de Bachelet junto a outros países. O presidente brasileiro tem defendido a importância de uma liderança feminina à frente da ONU e reforçado a necessidade de maior representatividade de países do Sul Global na condução do organismo internacional. 

O processo de disputa pela sucessão do atual secretário-geral, António Guterres, começou formalmente em novembro de 2025, com a abertura para indicações de candidatos. A escolha deve ocorrer ao longo de 2026, com definição final prevista até o segundo semestre e o novo secretário-geral assume em 1º de janeiro de 2027.

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Chile retirou apoio após mudança de governo 

A manutenção do apoio brasileiro ocorre após o governo chileno anunciar, nesta semana, que deixará de apoiar a candidatura de Bachelet. A decisão foi tomada semanas depois da posse de José Antonio Kast, que representa uma guinada à direita na política do país. 

candidatura havia sido inicialmente lançada em fevereiro, com respaldo conjunto de Chile, Brasil e México, ainda durante o governo anterior chileno, do ex-presidente Gabriel Boric. Com a mudança de comando, o novo governo optou por não sustentar o endosso. 

A decisão do novo governo chileno ocorre em meio a um cenário de menor alinhamento político entre Brasil e Chile. Lula não compareceu à cerimônia de posse de José Antonio Kast, gesto interpretado como sinal de distanciamento entre os governos.

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