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Anistia ampla

Após visita, Tarcísio diz que redução de penas não satisfaz Bolsonaro

Tarcísio diz que redução de penas não satisfaz Bolsonaro
Tarcísio conversou com Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e relatou que o ex-presidente não está satisfeito com PL da dosimetria. (Foto: Alan Santos/PR)

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (29) que o projeto de lei da dosimetria, que deve substituir a anistia, “não satisfaz” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio conversou com a imprensa ao deixar a residência do ex-mandatário, que cumpre prisão domiciliar.

A oposição e aliados de Bolsonaro defendem uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. A urgência da proposta foi aprovada na Câmara no último dia 17. O relator do texto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), descartou o perdão total aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela suposta tentativa de golpe de Estado.

“Não foi pauta não [a rejeição a anistia total]. Não conversamos sobre isso. Minha posição é de defesa da anistia, acredito na paz dialogada e já foi usada em outros momentos. Podemos citar a anistia de 1979, da recepção no texto constitucional, do artigo quinto que trata sobre anistia e indulto. [A redução de penas] não satisfaz o presidente”, afirmou o governador.

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Na última sexta-feira (26), Paulinho da Força estimou que a pena de Bolsonaro poderá ser reduzida entre 7 e 11 anos. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão, a serem cumpridos em regime inicial fechado, pela suposta trama golpista. Outros sete réus do chamado "núcleo crucial" também foram condenados.

Tarcísio é o principal cotado para substituir Bolsonaro, que está inelegível, na eleição presidencial de 2026. No entanto, ele reiterou que disputará a reeleição em São Paulo.

“Sou candidato à reeleição em 2026, em São Paulo. Vim visitar um amigo, que foi importante na minha trajetória. O presidente está passando por um momento difícil. É muito triste ver o presidente na situação que ele está. A gente conversando e ele soluçando o tempo todo”, relatou.

Ele destacou que a anistia pode pacificar o país e que “muitas pessoas que estão presas não sabiam o que estavam fazendo” na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. "Já cumpriram, já entenderam que toda depredação é deplorável, é condenável. Não é falar de impunidade, é reconquistar um caminho para paz. Na minha opinião, o caminho para a pacificação é a anistia", disse.

O governador passou cerca de três horas na casa do ex-presidente. O encontro foi acompanhado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo vereador Jair Renan (PL-SC). Na saída de Tarcísio, Flávio destacou que “os partidos de centro-direita estarão juntos de qualquer forma em 2026”.

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