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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu preventivamente nesta quarta-feira (28) o assessor parlamentar Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, de 45 anos, que trabalhava no gabinete da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) em uma operação contra uma rede de exploração sexual de adolescentes. O nome do investigado foi revelado pelo portal Metrópoles e pelo jornal O Globo.
A investigação apura a produção de vídeos, com registros de estupro coletivo, ameaças e chantagens. Além das sete prisões, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá.
Por meio de suas redes sociais (leia na íntegra ao final), Talíria informou que demitiu o chefe de gabinete enquanto aguarda a apuração. Ela defendeu que o caso respeite o devido processo legal e que os fatos sejam investigados com base em provas.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o gabinete de Talíria Petrone e com o vereador Professor Túlio, em busca dos contatos das defesas de Carlos e Matheus. Também contactamos advogados que já defenderam os dois em outras causas. O espaço segue aberto para manifestação.
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Quem é o assessor
Formado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Bittencourt Filho tem uma trajetória ligada ao PSOL há mais de uma década. De 2015 a 2019, foi chefe de gabinete do deputado estadual Flávio Serafini (PSOL-RJ). Antes, porém, foi professor dos ensinos fundamental, médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
No PSOL, o agora investigado era conhecido como um nome de destaque no ramo das políticas sobre mineração. Sua atuação como pesquisador no Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) o levou a integrar o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração, coordenar o Observatório do Pré-sal e da Indústria Extrativa Mineral e conduzir o projeto "Mineração em Debate", financiado pela Fundação Ford.
A contratação para o gabinete de Talíria ocorreu em junho de 2019, após trabalhar na campanha que acabou elegendo a deputada federal. Seu último salário líquido foi de R$ 13.453,04.
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Entenda a operação
A corporação destacou que a a operação NXIVM ocorre com base em outra prisão do assessor parlamentar Matheus Rodrigues Gonçalves, que trabalhava no gabinete do vereador Professor Túlio (PSOL), de Niterói. A prisão ocorreu pela suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 16 anos.
Na ocasião, notebooks e celulares foram apreendidos na residência de Matheus. Segundo a Polícia Civil, a análise dos aparelhos, somada a imagens de câmeras de segurança, permitiu ampliar a investigação e identificar uma rede de produção de vídeos de exploração sexual de adolescentes.
A corporação afirma que os investigados se autodenominavam “senhores”, enquanto as vítimas eram chamadas de “escravas”. Os registros de violência sexual seriam utilizados para ameaçar as adolescentes com a divulgação das imagens. Segundo os investigadores, chantagens e agressões físicas e psicológicas eram usadas para manter as vítimas sob controle e submetê-las a novos abusos.
Leia a manifestação de Talíria Petrone na íntegra
"Fui surpreendida na manhã de hoje com informações sobre a operação da Polícia Civil decorrente de investigações que seguem em curso sobre exploração sexual. Determinei a exoneração do assessor citado no processo, enquanto aguardamos a elucidação dos fatos.
Minha vida é e sempre foi pautada pela defesa intransigente das mulheres e de seus direitos. Expresso minha total solidariedade à vítima e à sua família. Não compactuamos com qualquer forma de violência, em especial contra meninas e mulheres. Nunca compactuaremos!
As investigações devem ser conduzidas com transparência, rigor e independência, respeitando o devido processo legal e garantindo a apuração dos fatos com base nas provas.
Seguiremos lutando contra toda violência que chega nas mulheres e meninas."




