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No programa Última Análise desta terça-feira (27), os convidados falam a respeito da perseguição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), logo após as eleições. Por determinação de Moraes, o candidato foi obrigado a entregar seus passaportes, por risco de fuga. Ainda à noite, a imprensa americana divulgou que os EUA poderiam conceder vistos a Flávio e sua família.
"Apenas sete minutos após a proclamação do resultado, o candidato Flávio Bolsonaro foi alvo de perseguição. O senador sai do Brasil para se tornar uma voz ativa, de resistência contra o poder instalado no país que blindou Lula", avalia o jurista Frederico Junkert.
Segundo o advogado mexicano Simón Levi, que seria bastante próximo a Donald Trump, uma operação articulada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rúbio, intitulada “operação alba” conseguiu tirar Flávio do Brasil e levá-lo aos Estados Unidos com a família
"Muitas lideranças brasileiras ainda não se manifestaram, somente alguns aliados próximos a Flávio. Mas vemos que a expressão do poder popular não foi suficiente na eleição. O objetivo de Moraes é eliminar o clã Bolsonaro", lamenta o professor da FGV, Daniel Vargas.
Dino vê interferência americana
Em outra frente, o ministro do STF, Flávio Dino, mandou a Polícia Federal (PF) instaurar um inquérito para apurar a suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A determinação desta terça-feira (27) abrange supostos repasses à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pela Rockbridge Network, intermediada pelos empresários Tallis Gomes e Pedro Sang.
"No auge do primeiro turno, já tomaram uma série de decisões para interferir no processo eleitoral. Trata-se de uma tentativa de fechamento da porta de alternância do poder. Mas, por mais que tentem acabar com o bolsonarismo, ele continuará vivendo", diz Junkert.
Vargas lembra que este é o "modus operandi" da própria esquerda, que se revela incapaz do diáogo político efetivo. "Ela não reconhece excessos, nem tenta criar um ambiente de paz. Esta postura pode cultivar a ideia de que é preciso resistir. Uma linha de direita mais combativa pode prosperar", avalia Vargas.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



