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Reunião ministerial

Bolsonaro e Guedes defendem interferir nos bancos; ministro fala ainda em “vender essa p*” do BB

Reunião do presidente Jair Bolsonaro com ministros em 22 de abril de 2020. Segundo o ex-ministro Sergio Moro, vídeo do encontro teria provas de que presidente tentou interferir na Polícia Federal. Na foto, o ministro da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Marcos Correa/PR)

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A reunião ministerial do dia 22 de abril, divulgada quase na íntegra pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello, teve como um dos temas os bancos públicos. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que, quando quer interferir nos bancos públicos, fala com o ministro Paulo Guedes (Economia). E Guedes afirmou que tem que "vender essa p**** logo", ao se referir ao Banco do Brasil.

"E eu tenho o poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção. Nos bancos eu falo com o Paulo Guedes, se tiver que interferir. Nunca tive problema com ele, zero problema com Paulo Guedes", disse Bolsonaro, segundo a transcrição do vídeo divulgada pelo Supremo.

Em outro momento da reunião, o Banco do Brasil vem à tona. O ministro Guedes reclama do fato de a instituição ser uma empresa de capital misto, o que impede o governo de intervir na taxa de juros ofertada pelo banco, por exemplo. E termina defendendo a privatização imediata da empresa.

"O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem [Novaes, presidente do BB], coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar: 'bota o juro baixo', ele: 'não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam.' . Aí se falar assim: 'bota o juro alto', ele: 'não posso, porque senão o governo me aperta.'. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização", afirmou Guedes.

"É um caso pronto e a gente não tá dando esse passo. Senhor já notou
que o BNDE e o … e o … e a Caixa que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa p**** logo", concluiu Guedes.

Bolsonaro ainda brinca que, se for assim, Rubens Novaes não estará na próxima reunião ministerial. Os presentes riem. Novaes segue a conversa falando sobre a importância do BB para o setor rural, mas, ao ser instado por Guedes, relata que o seu sonho é privatizar o banco.

" Em relação (risos) à privatização, eu acho que fica claro que com o BNDES cuidando do desenvolvimento e com a Caixa cuidando do fim soei ... do ... do ... da área social, o Banco do Brasil estara ... estaria pronto pa ... para um programa de privatização, né? ", diz Novaes.

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