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Bolsonaro cumprimenta Rodrigo Maia.
Bolsonaro cumprimenta Rodrigo Maia: declarações amistosas apesar de saia-justa. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.| Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro se encontrou neste domingo (28) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A reunião ocorreu apenas um dia após a publicação de uma entrevista em que Maia fez críticas aos filhos de Bolsonaro e ao "guru" intelectual do governo, Olavo de Carvalho. Ao sair da reunião, no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que o encontro havia "excelente" e que os dois trataram de "um montão de assuntos".

Na entrevista ao site Buzzfeed, Maia elogiou o presidente. Mas não poupou críticas aos filhos e a Olavo de Carvalho.

O presidente da Câmara disse que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) saiu do "baixíssimo clero" para comandar uma política externa que "é essa loucura aí" e que estaria vivendo um "momento de deslumbramento". Segundo Maia, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), responsável pelas redes sociais do presidente, seria "doido". Sobre Olavo de Carvalho, o presidente da Câmara disse que se tratar de um grosseiro e radical.

Questionado no sábado sobre as declarações de Maia, Bolsonaro disse acreditar que era "fake news". "Isso é fake, não existiu. Rodrigo Maia é meu parceiro", afirmou . "Estou namorando o Rodrigo Maia. [Tive] uma conversa maravilhosa com ele", brincou.

Já Maia, posteriormente, afirmou por meio de nota que "as informações [relatadas pelo Buzzfeed] estão totalmente fora de contexto e que a entrevista aparenta uma agressão verbal que não ocorreu".

O Buzzfeed, contudo, publicou a entrevista com perguntas e respostas e diz ter a gravação da conversa.

Sobre o que conversaram Bolsonaro e Maia

Rodrigo Maia afirmou que a conversa deste domingo tratou de vários assuntos, incluindo a tramitação da reforma da Previdência na Câmara.

O presidente da Câmara também confirmou que o governo ainda está discutindo a possível transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça, onde está hoje, para Ministério da Economia – área à qual estava subordinado até o governo Temer.

O ministro da Justiça, Sergio Moro, é contrário à mudança e tem feito apelos públicos para que a sua pasta não seja desidratada.

Escola sem Partido

Após o encontro com Maia, em breve conversa com jornalistas, o presidente Bolsonaro voltou a defender o projeto da Escola sem Partido e disse que não pode existir um lado apenas nas salas de aula. "Nós queremos a escola sem partidos, ou se tiver partidos, que tenha os dois lados. Não pode é ter um lado só na escola. Isso leva ao que não queremos", disse, sem dar maiores detalhes.

O presidente falou sobre o tema ao ser questionado sobre um vídeo postado em suas redes sociais, neste domingo, que supostamente mostra uma aluna questionando uma professora sobre críticas que teriam sido feitas ao governo e ao guru bolsonarista Olavo de Carvalho.


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