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Guerra no Oriente Médio

Brasil pode ser afetado pelo conflito entre Irã, EUA e Israel, diz Amorim

Lula e Amorim
Assessor de Lula vê a possibilidade de ampliação do conflito para outros países, e pode afetar visita do petista a Trump neste mês. (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

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O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil deve se preparar para possíveis impactos do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que começou no fim de semana e vem escalando a cada dia no Oriente Médio.

Amorim criticou as ações e reflexos no cenário internacional e alertou para o risco de agravamento da crise. Até mesmo a visita de Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevista para este mês, pode ser afetada.

“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou em entrevista à GloboNews.

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Ao detalhar o que considera como “o pior”, Amorim citou a possibilidade de expansão do conflito para outros países da região. Desde o final de semana, a ação militar contra o Irã resultou em bombardeios iranianos a bases norte-americanas e estruturas civis em localidades de nações como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes.

“O aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais”, disse.

Amorim informou ainda que pretende conversar com Lula ainda nesta manhã para alinhar um posicionamento diante da crise internacional. Segundo ele, o tema ainda não foi tratado de forma aprofundada entre os dois.

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O diplomata ainda se mostrou preocupado com os possíveis impactos que a escalada da violência no Oriente Médio podem causar na visita de Lula a Trump, prevista para este mês. O principal desafio, diz, é equilibrar interesses diplomáticos.

“Estamos a poucos dias do encontro do presidente com Trump, em Washington. É sempre difícil encontrar o equilíbrio entre a verdade e a conveniência. Não perder a capacidade de diálogo sem comprometer a credibilidade exige destreza”, afirmou.

O governo brasileiro já se manifestou oficialmente sobre a escalada de violência, no último final de semana, e pediu a interrupção imediata das ações militares na região do Golfo. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou o cenário como uma grave ameaça à paz internacional, e evitou citar diretamente os países envolvidos nos ataques – adotando um tom de cautela diante da gravidade do conflito e das possíveis repercussões globais.

Uma ação conjunta dos Estados Unidos e Israel no sábado (28) realizou uma ofensiva aérea contra alvos estratégicos no Irã, alegando a necessidade de conter o programa nuclear iraniano, levando à morte o líder supremo do país, Ali Khamenei, além de outras autoridades militares de alto escalão. Em resposta, o país persa empreendeu um grande ataque com mísseis a alvos ligados aos dois países.

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