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Grupo de trabalho

Calheiros acusa Centrão de pressionar TCU contra fiscalização do caso Master

Senador preside CAE, comissão que agora terá grupo de trabalho sobre caso Master.
Senador preside CAE, comissão que agora terá grupo de trabalho sobre caso Master. Mesa: presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

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O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, Renan Calheiros (MDB-AL), acusou o Centrão e os "dirigentes da Câmara dos Deputados" de pressionarem o Tribunal de Contas da União (TCU) a não fiscalizar a liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil (BC).

"Isso foi uma pressão do Centrão e dos dirigentes da Câmara dos Deputados sobre um setor do Tribunal de Contas da União que acabou levando o Tribunal de Contas àquela exposição", declarou, em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (4).

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Calheiros ainda revelou que a CAE, em meio à abertura de um grupo de trabalho para investigar o caso Master, solicitou ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) cópias de "todos os procedimentos que o Centrão e os dirigentes da Câmara dos Deputados acabaram chantageando para um ministro do Tribunal de Contas abrir", referindo-se a Jhonatan de Jesus, relator do caso.

O grupo de trabalho, de acordo com Calheiros, será permanente. "Terá, ao final da investigação, um relatório final, e nós podemos fazer, quantas vezes for necessário, relatórios preliminares", revelou.

A criação do grupo de trabalho ocorre após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reunir com líderes e avisar que seguirá a ordem cronológica para a análise dos requerimentos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Com isso, a CPI do Banco Master vai para o final de uma fila que já acumula 15 pedidos.

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O senador ainda falou sobre uma reunião com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, prevista para esta quarta-feira (4): "O Banco Central é o maior interessado nessa investigação", avaliou, reiterando que o grupo de trabalho será de caráter permanente.

Calheiros ainda defende que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli levante o sigilo imposto a toda a investigação, não apenas aos vídeos dos depoimentos. "A luz do sol acaba sendo o maior detergente, e o acompanhamento da sociedade brasileira com relação a essa que é a maior fraude contra o sistema financeiro nacional precisa ser acompanhada pela sociedade", completa.

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