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Mobilidade urbana

Câmara aprova urgência do marco legal do transporte público

Projeto em urgência na Câmara abre margem para financiamento alternativo no transporte público, visando baratear passagens.
Projeto em urgência na Câmara abre margem para financiamento alternativo no transporte público, visando baratear passagens. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (9), o regime de urgência para um projeto de lei que regulamenta o transporte público urbano. Nomeado de marco legal do transporte público coletivo urbano, o texto é de autoria de Antonio Anastasia, ex-senador (PSD-MG) e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e foi protocolado em 2021. Na terça-feira (10), passou pela Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Casa.

Com a urgência, o texto pode ser sancionado logo após a aprovação, caso os parlamentares não decidam alterar nenhum trecho. O requerimento foi apresentado pelos deputados José Priante (MDB-PA) e Doutor Luizinho (PP-RJ). O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou pedidos para que a discussão fosse adiada e retirada de pauta. O parecer de Priante entendeu que não há impacto financeiro na proposta e pediu que os deputados pulassem esta análise. O pedido foi aceito.

A proposta fixa o transporte público como direito social e consolida uma série de mecanismos de financiamento para tentar baratear a tarifa, incluindo a exploração comercial de terminais, comercialização de créditos de carbono e as receitas de publicidade. O uso de recursos públicos para reduzir o preço da passagem também é previsto.

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"Esses instrumentos, quando bem desenhados, permitem diversificar a base de receitas, mitigar a volatilidade tarifária e internalizar externalidades urbanas, contribuindo para a modicidade tarifária e para a eficiência alocativa do gasto público local", diz Priante em seu parecer.

Outra mudança prevista é a obrigatoriedade do fornecimento de dados brutos pelas concessionárias para a análise de um órgão designado especialmente à fiscalização. Este órgão deverá possuir autonomia administrativa.

Caso aprovada, a nova lei ainda pretende ser mais rigorosa em relação à contratação: a ideia é que toda concessão passe por licitação, vedando contratos emergenciais e convênios classificados como precários.

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