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Recuperação na prisão

Carlos Bolsonaro diz que foi barrado ao tentar visitar o pai após cirurgia

Carlos fala sobre nova regra imposta por Moraes para visitas familiares a Bolsonaro.
Carlos fala sobre nova regra imposta por Moraes para visitas familiares a Bolsonaro. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O ex-vereador carioca e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) usou seu perfil no X, nesta segunda-feira (5), para revelar que foi barrado na tentativa de visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Superintendência da Polícia Federal em Brasília permite visitas a presos apenas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h. Carlos, porém, chama a atenção para o estado de saúde de seu pai, o que não fez com que houvesse uma exceção, "mesmo diante de um momento extremamente delicado."

Os familiares precisavam protocolar pedidos para cada nova visita a Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, porém, dispensou a exigência, dando aval automático para a entrada de familiares, desde que sigam as regras estipuladas pela PF. Carlos apontou que, antes disso, alguns pedidos de visita "sequer foram apreciados."

Jair Bolsonaro está preso desde o dia 22 de novembro de 2025. Ele deixou a prisão no dia 24 de dezembro, para uma cirurgia. No dia 1º de janeiro de 2026, o ex-presidente recebeu alta do DF Star, em Brasília, e voltou para o cárcere.

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Durante a internação, foi tratada de uma hérnia inquinal bilateral e do quadro de soluços, questão reiterada por Carlos em suas postagens. O ex-vereador também revelou que o pai possui problemas cardiovasculares. Um cardiologista e um fisioterapeuta estão autorizados por Moraes a atenderem Bolsonaro na prisão. O ministro tem argumentado que a PF possui as condições para atender o ex-presidente em tempo integral. Com isso, ele nega os pedidos de prisão domiciliar humanitária, benefício concedido a outro ex-presidente: Fernando Collor de Mello, que comprovou possuir doença de Parkinson.

A pena fixada a Bolsonaro foi de 27 anos e três meses de prisão. O projeto de lei da dosimetria pode reduzir a pena para dois anos e quatro meses, mas o presidente Lula (PT) já disse que irá vetar integralmente o texto. Nesta segunda-feira (5), o relator do projeto na Câmara, deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), deve visitar Collor em sua prisão domiciliar humanitária, após receber aval de Moraes.

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