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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), governador eleito de Minas Gerais, passou mal nesta quinta-feira (15) após discursar no plenário do Senado, em Brasília.
Ele apresentou um pico de pressão arterial e frequência cardíaca elevada, recebeu atendimento médico e fez exames que não apontaram alterações. Após melhorar, recebeu alta com recomendação de repouso.
O mal-estar levou Cleitinho a cancelar sua participação em um ato de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha.
O evento, organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), seria uma agenda conjunta dos dois políticos durante o segundo turno da eleição presidencial.
Em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro desejou melhoras ao governador eleito e comentou que o achou mais magro.
O candidato lamentou a ausência de Cleitinho no compromisso de campanha em Minas Gerais.
Cleitinho criticou as contas de Minas Gerais
Antes de passar mal, Cleitinho fez um pronunciamento no plenário do Senado em que criticou o governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), e questionou a situação fiscal do estado.
O senador cobrou explicações sobre a previsão de déficit das contas estaduais para 2027, que passou de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões.
Ele também pediu que o governo estadual conduzisse a transição administrativa sem disputas políticas.
“Quero mandar um recado ao governador Mateus Simões, que eu respeito muito. Qualquer coisa que você for fazer achando que vai me prejudicar, você não vai me prejudicar, vai prejudicar a população mineira”, declarou Cleitinho.
Senador se emocionou durante discurso
Durante o pronunciamento, Cleitinho também criticou a escala de trabalho 6x1 e comparou as condições dos trabalhadores com os benefícios disponíveis aos parlamentares.
Ao falar sobre sua trajetória política e a possibilidade de deixar o Senado para assumir o governo mineiro, ele se emocionou.
“Talvez possa ser a minha última fala aqui no Senado”, afirmou.
Ao final do discurso, Cleitinho relatou que estava se sentindo acelerado e que procuraria atendimento médico.
A equipe de saúde do Senado o avaliou e recomendou repouso após os exames.







