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Para entender

Como o dinheiro de aposentados bancou luxos de aliado de Lula?

Senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula, é apontado como beneficiário de um esquema de lavagem de dinheiro (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

A Polícia Federal revelou uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula. As investigações indicam que recursos desviados de aposentadorias do INSS foram usados para ocultar patrimônio e movimentar valores milionários por meio de empresas, fazendas e até a compra de uma mansão em área nobre de Brasília.

Como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro?

A estrutura era coordenada pelo advogado Willer Tomaz, que funcionava como um centro logístico e financeiro. O grupo utilizava postos de combustíveis, empresas de comunicação e contas em nome de familiares para circular dinheiro de origem suspeita. O uso recorrente de dinheiro em espécie e a compra de bens em nome de terceiros eram estratégias para dificultar o rastreamento dos valores pela polícia.

Qual é a relação entre a mansão no Lago Sul e o senador?

A Polícia Federal identificou mensagens que mostram a participação direta do senador Weverton Rocha nas reuniões para a compra de uma mansão em Brasília. O imóvel foi negociado com um sinal de R$ 4 milhões e formalizado por uma empresa ligada a Willer Tomaz por R$ 6 milhões, valor bem abaixo do mercado na região. Os investigadores acreditam que a casa foi adquirida para o benefício do parlamentar.

Como o dinheiro vivo era transportado entre os estados?

Havia uma rota aérea suspeita entre Brasília e o Maranhão para o transporte de grandes quantias de dinheiro em espécie. Planilhas apreendidas registravam entregas que variavam entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão por voo, utilizando aeronaves privadas e pilotos específicos. Em uma das ocasiões, a polícia apreendeu R$ 1 milhão com uma pessoa ligada a um ex-assessor do senador.

O que dizem os citados na investigação da Polícia Federal?

O senador Weverton Rocha nega qualquer irregularidade e afirma que a investigação tem motivação política para desgastá-lo. Ele declarou que os bens de sua família são lícitos. Já o advogado Willer Tomaz afirmou que não é investigado na Operação Sem Desconto e que a mansão citada faz parte de sua atividade imobiliária regular, alegando que as transferências financeiras para familiares do senador foram pagamentos por serviços jurídicos declarados.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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