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CPMI do INSS: Governistas querem indiciar Bolsonaro e Flávio em relatório paralelo

CPMI do INSS: Governistas querem indiciar Bolsonaro e Flávio em relatório paralelo
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) nega que o relatório alternativo da base do governo Lula tenha objetivo eleitoral. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

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A base do governo Lula (PT) apresentou nesta sexta-feira (27) um relatório alternativo ao apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, com pedido de indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Os governistas defendem que o ex-presidente seja indiciado por suposto furto qualificado praticado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa. Além disso, pedem que o senador responda por suspeita de participação em organização criminosa.

Em nota, Flávio afirmou que o relatório governista “não passa de uma tentativa desesperada de desviar a atenção e proteger Lula e o seu filho, o Lulinha”.

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“Os dois têm responsabilidade direta no caso das aposentadorias roubadas. Não à toa, Lula tirou o filho do País às pressas e tentou encerrar as investigações da CPMI. Se existe uma organização criminosa nesse caso, o capo está sentado na principal cadeira do Palácio do Planalto”, disse Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República.

A comissão deve votar ainda nesta noite o parecer final de Gaspar, que pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha); o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi; e o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado.

Mais cedo, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sinalizou que o relatório da base não deve ser analisado. A CPMI do INSS precisa ser encerrada até este sábado (28).

Os governistas afirmam que Bolsonaro “não se limitou a omissões ou falhas pontuais, mas se revelou estruturante para a consolidação de um modelo que permitiu a apropriação indevida de recursos de milhões de aposentados e pensionistas”.

“Assim, seja por ação e seja por omissão, Jair Bolsonaro concorreu diretamente para o cometimento dos crimes de furto qualificado praticado contra idoso e organização criminosa, além de ter concorrido na prática de improbidade administrativa”, diz o relatório paralelo.

No documento, a base do governo também acusou o governo Bolsonaro de estar com as portas “sempre abertas para Daniel Bueno Vorcaro e seus negócios”.

“Para sua infelicidade, contudo, os tempos de sorte se aproximavam do fim, juntamente com o mandato de Roberto Campos Neto na Presidência do Banco Central, em 31 de dezembro de 2024”, diz o parecer.

O relatório alternativo pede o indiciamento de 130 pessoas e solicita o aprofundamento das investigações contra 71 citados, sendo 62 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que "não há tentativa de responsabilização de ninguém com o objetivo de fazer disputa política pré-eleitoral”.

“As conclusões que nós chegamos são baseadas em documentos, em provas. As pessoas que nós estamos propondo um indiciamento são pessoas em que nós individualizamos as condutas e conseguimos demonstrar de forma categórica os crimes que elas cometeram”, disse.

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