Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
CPMI do INSS

Comissão cancela sessão após terceira decisão do STF que livra presidente da Crefisa

CPMI do INSS
Sessão da CPMI do INSS no último dia 12. (Foto: reprodução/Youtube TV Senado)

Ouça este conteúdo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS cancelou novamente, nesta quarta-feira (18), o depoimento da presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira, após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na véspera, que a desobrigou de comparecer ao colegiado.

A empresária havia sido convocada como testemunha para esclarecer operações de empréstimos consignados concedidas a aposentados e pensionistas. Com a decisão do STF, além da dispensa do comparecimento, também ficou vedada a possibilidade de condução coercitiva.

“Recebo com profunda indignação a decisão proferida em mandado de segurança que autoriza o não comparecimento de testemunha convocada pela CPMI do INSS, com vedação à condução coercitiva”, afirmou o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sobre mais uma restrição imposta pelo STF.

VEJA TAMBÉM:

A sessão cancelada desta quarta-feira (18) é a terceira tentativa da CPMI de ouvir a presidente da Crefisa, após duas ausências anteriores justificadas pela defesa com base em decisão do ministro Flávio Dino, do STF.

Segundo os advogados, o magistrado havia tornado facultativo o comparecimento, interpretação contestada pelo comando da comissão.

“Autorizar o não comparecimento, por meio de mandado de segurança, representa um precedente extremamente preocupante e fragiliza diretamente o poder investigatório do Congresso Nacional”, ressaltou Viana pontuando que a decisão abre brechas que podem comprometer investigações de interesse público.

“Milhares de brasileiros foram lesados, humilhados e tiveram seus direitos violados. Ainda assim, vemos medidas judiciais sendo utilizadas para limitar a atuação do Parlamento na busca pela verdade”, disparou.

VEJA TAMBÉM:

Carlos Viana também argumentou que, na condição de testemunha, Leila Pereira teria obrigação legal de comparecer, mesmo com o direito garantido ao silêncio para evitar autoincriminação. O senador ainda fez um apelo para que o Congresso reaja ao que classificou como enfraquecimento de suas prerrogativas constitucionais.

"Respeitamos as decisões judiciais e as garantias constitucionais. Mas respeitar não significa se omitir. O Congresso Nacional precisa se posicionar", completou.

Mais recentemente, o ministro André Mendonça também livrou o presidente da Confederação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Aristides Veras dos Santos, de prestar depoimento. A entidade está entre as investigadas pela suspeita de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.