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A defesa do ex-assessor Filipe Martins reiterou o pedido para uma visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à cadeia de Ponta Grossa (PR) após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ignorar o pedido anterior.
No dia 30 de julho, a defesa entrou com quatro requerimentos de visitação. Na decisão seguinte, do dia 5 de agosto, Moraes diz apenas que "a defesa de Filipe Garcia Martins Pereira requereu autorização para que Rafael Nogueira realizasse visita ao apenado" e deu o aval.
A nova petição foi protocolada nesta sexta-feira (21). À Gazeta do Povo, o advogado Ricardo Scheiffer afirmou que fará o mesmo em relação aos demais pedidos que ficaram sem análise, que envolvem o senador Magno Malta (PL-ES) e o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-RJ).
A atitude de Moraes ocorre em meio à proibição de que Flávio visite seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), até a terça-feira seguinte ao primeiro turno das eleições. A decisão ocorreu por conta de uma carta divulgada pelo senador, em que Bolsonaro reafirmava a escolha para substituí-lo no pleito presidencial.
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Sete políticos já visitaram Filipe Martins; Seis faltaram
De acordo com um ofício de 28 de julho, sete políticos já visitaram o ex-assessor na prisão:
- 12 de abril: Deputado federal André Fernandes (PL-CE);
- 19 de abril: Senadora Damares Alves (Republicanos-DF);
- 3 de maio: Senador Eduardo Girão (Novo-CE);
- 17 de maio: Deputado federal Filipe Barros (PL-PR);
- 24 de maio: Deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB);
- 5 de julho: Senador Sergio Moro (PL-PR);
- 12 de julho: Deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
Outros seis políticos tiveram suas visitas autorizadas, mas não compareceram na data estipulada:
- 10 de maio: Deputado federal Evair de Melo (Republicanos-ES);
- 31 de maio: Deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC);
- 7 de junho: Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG);
- 14 de junho: Deputado federal Rodrigo Valadares (PL-SE);
- 21 de junho: Senador Rogério Marinho (PL-RN);
- 28 de junho: ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema.
Relembre o caso
Filipe foi condenado a 21 anos de prisão no âmbito das ações sobre suposta tentativa de golpe de Estado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o acusou de participar da autoria da chamada "minuta do golpe", o que ele nega.
A ação envolveu ainda uma manifestação do Customs and Border Protection (CBP). O órgão de controle de fronteiras dos Estados Unidos alegou que Filipe nunca entrou no país em dezembro de 2022, ao contrário do que constava em seu site. O portal contém um aviso de que não deve ser utilizado para consultas oficiais. A suposta viagem foi utilizada para decretar sua prisão preventiva.
O ex-assessor ainda enfrentou animosidade por parte dos outros presos da casa de custódia de Ponta Grossa, que ameaçaram uma rebelião por conta do tratamento diferenciado dado a ele. O risco motivou uma transferência em caráter de urgência para o Complexo Médico Penal do Paraná (CMP). Moraes mandou reverter a operação por não ter sido avisado. A decisão ocorreu antes mesmo de chegarem os esclarecimentos que o próprio ministro havia solicitado.




