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"82 horas sem a PF"

Delegados da PF aprovam paralisação e cobram governo Lula por investimentos

Delegados da PF aprovam paralisação e cobram investimentos
Delegados da Polícia Federal aprovaram paralisação para pressionar governo Lula por investimentos no combate ao crime organizado. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) anunciou nesta segunda-feira (23) uma paralisação para pressionar o governo Lula (PT) a criar um fundo de combate ao crime organizado.

A expectativa é que a data da paralisação seja definida em uma nova reunião marcada para esta ter (24). A PF completará 82 anos neste sábado (28).

A principal motivação para a medida é a "ausência de encaminhamento" do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC) ao Congresso.

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O movimento “82 horas sem a PF”, em alusão aos 82 anos da corporação, foi aprovado durante uma assembleia geral extraordinária realizada no último dia 20.

Durante o período de paralisação, as atividades serão suspensas, mantendo-se apenas os atendimentos emergenciais relacionados à flagrantes e situações de violência ou grave ameaça.

A proposta do fundo, apresentada pelo Ministério da Justiça em novembro do ano passado, visa destinar recursos confiscados do próprio crime — que somaram R$ 16,4 bilhões entre 2024 e 2025 — para o financiamento da segurança pública e modernização tecnológica da corporação.

Além disso, o projeto prevê a criação da Gratificação de Eficiência Institucional (GEI), vinculando a valorização profissional ao sucesso na recuperação de ativos ilícitos.

A ADPF divulgou uma carta aberta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro, alertando que a corporação enfrenta uma sobrecarga de novas atribuições sem a devida recomposição de recursos.

Na ocasião, o presidente da entidade, Edvandir Paiva, afirmou que a aprovação do FUNCOC permitiria ao governo transmitir uma mensagem clara à sociedade de que o produto do crime será utilizado no combate ao próprio crime.

A categoria corre contra o tempo para garantir a votação do projeto antes das restrições impostas pelo calendário eleitoral, defendendo que a medida é essencial para a sustentabilidade da segurança pública no Brasil.

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