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Pelo menos três deputados federais da base governista anunciaram, nesta segunda-feira (26), pedidos à Justiça para apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e impedir uma eventual saída dele do país. Isso, porquê, o parlamentar perderá a imunidade que tem pelo cargo no final deste ano.
As iniciativas dos deputados Duda Salabert (Psol-MG), Otoni de Paula (PSD-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) ocorre após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial deste domingo (25) com 51,79% dos votos. Flávio Bolsonaro terminou a disputa com 48,21%.
Flávio Bolsonaro é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), como suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com supostos repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master; suspeitas de lavagem de dinheiro em operações envolvendo o advogado Willer Tomaz, empresas financeiras e plataformas de apostas, além de movimentações bancárias consideradas atípicas; e uma possível calúnia contra o presidente Lula, após publicação nas redes sociais.
Flávio Bolsonaro perde a imunidade parlamentar em janeiro de 2027, quando termina seu mandato de senador. Para Duda Salabert, o parlamentar poderia tentar “fugir” do país para não responder aos inquéritos.
“O próximo passo desse bandido é tentar fugir do Brasil para não enfrentar os vários inquéritos em seu nome. Precisa ser preso logo”, disse Duda Salabert.
Já Otoni de Paula anunciou que protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) com pedido de medidas cautelares para impedir uma eventual saída de Flávio do território nacional. A iniciativa, elaborada com seus advogados, inclui a proibição de deixar o país e a entrega do passaporte às autoridades.
“O Flávio pode querer fugir do país e eu não vou deixar. [...] Notícias de fato e requerimento de providência judicial imediata, entrega do passaporte e diligências especiais contra Flávio Bolsonaro”, declarou o parlamentar.
A Gazeta do Povo apurou que a PGR não descarta aceitar o pedido de Otoni e que já há uma sinalização favorável, embora ainda não oficial, à Polícia Federal para cumprir a medida.
Já Rogério Correia afirmou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir uma eventual saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. O deputado, que fez acusações de corrupção contra o senador e sua família durante a campanha eleitoral, defendeu a retenção do documento.
“Denunciei a campanha inteira, as falcatruas e a corrupção de Flávio Bolsonaro e da família dele. [...] Foram roubos e roubos e isso não acaba. Vamos reter [o passaporte] porque ele vai tentar fugir”, declarou Correia.
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Até o momento, no entanto, não há confirmação de decisão judicial que determine a apreensão do passaporte ou a proibição de viagens do senador.
A movimentação dos deputados ocorre após declarações do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio e cassado no ano passado, que defendeu a saída do senador do Brasil caso Lula vencesse a eleição. Em entrevista a um programa dos Estados Unidos na semana passada, ele afirmou que “se meu irmão não vencer, sou a favor de que ele deixe o país. Sim, com certeza”.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025, em situação que classificou como “autoexílio”, e obteve do governo americano o chamado “Green Card”, documento que permite a residência de estrangeiros no país por tempo indeterminado.








